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Os
investigadores dizem na peça apresentada a Moro que, enquanto
presidente da República e líder máximo do PT,
“Lula agiu para a
instituição e a manutenção do esquema
criminoso, além de ter sido
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Na denúncia apresentada
ontem ao juiz federal Sergio Moro contra o ex-presidente Luiz
Inácio Lula da Silva e outros oito acusados, a força-tarefa da Operação
Lava Jato voltou a ressaltar a posição de comando do petista no
petrolão. Os procuradores do Ministério Público Federal afirmam que o
ex-presidente tinha “controle supremo” do esquema de corrupção e “dominava toda
a empreiteira criminosa, com plenos poderes para decidir sobre sua prática,
interrupção e circunstâncias”. Em setembro, na coletiva de imprensa em
que detalharam a outra denúncia contra Lula, os procuradores haviam se referido
a ele como “comandante máximo” e “grande general” do esquema de
corrupção na Petrobras.
“É evidente o controle supremo
desempenhado por Luiz Inácio Lula da Silva nos atos de corrupção que levaram às
fraudes nos procedimentos licitatórios para a execução das obras”, afirma a
força-tarefa da Lava Jato.
Os investigadores dizem na peça
apresentada a Moro que, enquanto presidente da República e líder máximo do PT,
“Lula agiu para a instituição e a manutenção do esquema criminoso, além de ter
sido o agente que dele mais se beneficiou”.
No trecho da denúncia intitulado
“A ação criminosa de Lula”, os procuradores do Ministério Público Federal
enumeram o que chamam de “triplo objetivo” alcançado pelo petista no petrolão:
“(a) governabilidade assentada em bases espúrias; (b) fortalecimento de seu
partido – PT –, pela formação de uma reserva monetária ilícita para abastecer
futuras campanhas, consolidando um projeto, também ilícito, de perpetuação no
poder; (c) enriquecimento com valores oriundos de crimes”.
Especificamente em relação aos
pagamentos de propina pela Odebrecht a Lula, que baseiam a denúncia, o
Ministério Público Federal afirma que o ex-presidente “recebeu, direta e
indiretamente, mediante deduções do sistema de caixa geral de propinas do
Partido dos Trabalhadores, vantagens indevidas durante e após o término de seu
mandato presidencial”.
A denúncia contra Lula
Réu em três ações penais na
Justiça Federal, Lula é acusado dos crimes de corrupção passiva e lavagem de
dinheiro por supostamente ter sido beneficiado com propina da empreiteira
Odebrecht na compra, por 12,4 milhões de reais, de um terreno onde seria construído
o Instituto Lula, e na aquisição, por 504.000 reais, de uma cobertura vizinha à
sua no edifício onde mora, em São Bernardo do Campo. A operação teria contado
com as participações de um testa de ferro, primo do pecuarista José Carlos
Bumlai, e do advogado de Lula, Roberto Teixeira.
Além do ex-presidente, foram
formalmente acusados pelo MPF o ex-ministro Antonio Palocci, também denunciado
por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, o empreiteiro Marcelo Odebrecht,
acusado de corrupção ativa e lavagem de dinheiro, a ex-primeira-dama Marisa
Letícia e Roberto Teixeira, ambos denunciados por lavagem de dinheiro, e outras
quatro pessoas.
Confira a lista dos denunciados e
as acusações a eles atribuídas pelo Ministério Público Federal:
Luiz Inácio Lula da Silva,
corrupção passiva e lavagem de dinheiro
Antonio Palocci, corrupção passiva
e lavagem de dinheiro
Branislav Kontic, corrupção
passiva e lavagem de dinheiro
Marcelo Odebrecht, corrupção ativa
e lavagem de dinheiro
Paulo Ricardo Baqueiro de Melo,
lavagem de dinheiro
Demerval Gusmão, lavagem de
dinheiro
Glaucos Costamarques, lavagem de
dinheiro
Roberto Teixeira, lavagem de
dinheiro
Marisa Letícia Lula da Silva,
lavagem de dinheiro

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