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Primeiro
discurso de Donald Trump como presidente eleito
dos EUA -
09/11/2016 (Carlo Allegri/Reuters)
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Presidente eleito dos EUA diz que
vai trocar o valor de US$ 400 mil anuais por 1 dólar - valor mínimo determinado
por lei
O presidente eleito dos Estados
Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo que renunciará ao salário de US$
400 mil anuais do cargo e só aceitará um dólar, valor mínimo
determinado por lei. Trump anunciou sua decisão em entrevista ao
programa “60 minutes” do canal de televisão “CBS”, sua primeira aparição na
televisão após ganhar as eleições no dia 8. “Acho que por lei tenho que
aceitar um dólar, portanto aceitarei um dólar por ano. Mas, o certo é que não
sei sequer qual é o salário. Você sabe qual é?”, perguntou Trump durante a
entrevista à jornalista Lesley Stahl, que informou o valor de US$ 400 mil.
“Não vou aceitar esse salário, não o
receberei”, afirmou Trump, que investiu boa parte de sua fortuna em programas
de televisão, hotéis, cassinos e negócios imobiliários. O presidente
eleito também disse que tornará publica sua declaração de impostos
“no tempo apropriado” e defendeu sua decisão de não divulgá-la durante a
campanha eleitoral, como é costume nos EUA há décadas por parte de todos os
candidatos à Presidência.
Imigrantes
No mesmo programa, Trump afirmou
que pretende já no início de seu governo deportar entre dois e três milhões de
imigrantes ilegais – durante a campanha, ele chegou a falar em 11 milhões de
deportações. Ele também tratou do muro que prometeu erguer na fronteira
com o México, dizendo que parte dele não seria propriamente de alvenaria, mas
sim cercas, como já há na fronteira entre os dois países.
“O que nós vamos fazer é descobrir
quais imigrantes são criminosos e têm antecedentes criminais, membros de
gangues, traficantes, que são muitas destas pessoas, provavelmente dois milhões
de pessoas, ou até mesmo três milhões, e tirá-los do nosso país ou prendê-los.
Nós vamos tirá-los do nosso país, eles estão aqui ilegalmente”, afirmou o
republicano.
Na entrevista, Trump falou também
sobre a Corte Suprema, composta atualmente por oito juízes após a morte em
fevereiro do conservador Antonin Scalia, a quem o milionário prometeu
substituir com um magistrado favorável aos valores da direita cristã. No
entanto, hoje Trump disse que se sente “bem” a respeito da decisão do alto
tribunal de legalizar o casamento entre as pessoas do mesmo sexo, embora tenha
considerado que o direito das mulheres a pôr fim a sua gravidez deve ser
competência dos estados e não do governo federal, como o é atualmente.
Além disso, Trump exigiu o fim dos
atos violentos contra os hispânicos, afro-americanos e membros da comunidade de
lésbicas, gays, transexuais e bissexuais (LGBT), três grupos que denunciaram um
aumento de ataques desde a vitória eleitoral do empresário. Do mesmo modo,
Trump, que tomará posse no dia 20 de janeiro, pediu para quem se manifestou nas
ruas contra sua eleição que “não tenha medo”.
(Com agência EFE)

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