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O presidente
da Venezuela, Nicolás Maduro, durante encontro
com
representantes de companhias de petróleo de seu país e
da Índia, em
Caracas, no dia 4 de novembro
(Foto: Reuters/Marco Bello)
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Presidente afirma que também não
irá ceder por referendo revogatório. Governo diz que diálogo com oposição 'vai
bem' após primeiros acordos.
O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, descartou neste
domingo (13) a possibilidade de negociar uma antecipação das eleições, ou a
reativação de um referendo revogatório, no diálogo em curso com a oposição.
"Saída eleitoral? Saída para
onde? (...) Que ninguém fique obcecado com processos eleitorais que não estão
na Constituição", advertiu Maduro.
Ele garantiu que a mesa de diálogo
"vai bem", após os primeiros acordos firmados por ambas as partes no
sábado (12), mas acusou a oposição de desvirtuar seu conteúdo.
Ontem, um dos negociadores da Mesa
da Unidade Democrática (MUD), Carlos Ocariz, disse que a coalizão se manterá no
diálogo "até obter o mais importante: eleições nacionais e referendo
revogatório".
Maduro ironizou a declaração.
"A MUD continuará na mesa até
conseguir a saída eleitoral. Me alegra muito que a MUD vá continuar na mesa de
diálogo até dezembro de 2018", afirmou, referindo-se à data prevista para
a próxima eleição presidencial.
O processo para a realização do
referendo contra Maduro foi suspenso em 20 de outubro passado pelo Conselho
Nacional Eleitoral (CNE).
Maduro enfatizou que seu governo
não está indo para o diálogo como uma "rendição".
"Está tudo escrito, acordado
entre as partes. Por que saem depois dizendo o contrário?", questionou.
Segundo um comunicado lido pelo
enviado do Vaticano, monsenhor Carlos María Celli, governo e oposição decidiram
"superar" a questão do desacato da maioria opositora do Parlamento.
Também se comprometeram a trabalhar em conjunto para a eleição de dois reitores
do CNE.
Maduro convocou o Parlamento a
"desincorporar", na sessão da próxima terça-feira, os três deputados
com seus mandatos suspensos pela Justiça - todos do estado do Amazonas (sul) -
e que "cumpram" as sentenças do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ).
"Se o Poder eleitoral diz:
'no próximo domingo são as eleições no Amazonas', no próximo domingo vamos às
eleições", acrescentou.
Em relação à indicação dos
reitores do CNE, Maduro defendeu que seja feita "com respeito da
lei".
Da France Presse

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