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Mulher
coberta por burca anda no Afeganistão
(Foto: Shah
Marai/AFP)
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Iniciativa acontece em um momento
em que a Alemanha discute integração. Ele diz que véu inteiro não é
compatível com 'sociedade cosmopolita'.
Mulher coberta por burca anda no
Afeganistão em foto de 2009. Apesar de viver boa parte de suas vidas debaixo
dos véus, as mulheres afegãs têm sido pressionadas para estar de acordo com os
ideais de beleza ocidentais (Foto: Shah Marai/AFP)
O ministério do Interior alemão,
Thomas de Maizière, pediu nesta sexta-feira (19), após uma reunião com seus
colegas conservadores dos governos regionais, uma proibição parcial da burca. A
iniciativa acontece em um momento em que a integração está no centro do debate
político.
"Estamos de acordo em
rejeitar a burca, estamos de acordo que também queremos introduzir legalmente a
obrigação de mostrar o rosto onde for necessário para nossa sociedade: ao
volante, nos processos administrativos,
nas escolas e nas universidades, nos serviços públicos, ante os
tribunais", disse em declarações à rede de televisão ZDF.
De Maizière sustentou que um véu
inteiro não é compatível com "uma sociedade cosmopolita".
"Queremos mostrar nossos rostos uns aos outros e esta é a razão pela qual
concordamos em rejeitar isso, agora a questão é como traduzimos isso em uma
lei", disse.
De Maizière defendeu uma proibição
parcial da burca, enquanto setores mais duros do partido da chanceler Angela
Merkel, a União Democrata Cristã, apoiam uma proibição total.
A proibição parcial provavelmente
ganharia apoios no Parlamento, sustentou o ministro.
A grande coalizão que governa na
Alemanha, integrada também pelos sociais-democratas (SPD), tem maioria no
Parlamento.
A postura que De Maizière defende
agora representa uma concessão à ala mais conservadora quando se aproximam duas
eleições em Estados chave no próximo mês, num momento em que o partido de
extrema-direita populista Alternativa para a Alemanha (AfD) está posicionado
para ter um avanço importante.
Após uma série de ataques em
julho, alguns dos quais reivindicados pelo grupo Estado Islâmico (EI), o
ministro anunciou no dia 11 de agosto uma série de medidas para reforçar a
segurança no país.
Da France Presse

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