![]() |
O
marqueteiro João Santana e a presidente Dilma Rousseff
durante a campanha das eleições de 2014
(Ivan
Pacheco/VEJA.com)
|
Lava Jato deflagrou hoje 23ª fase
da operação; entre os alvos está João Santana, que também atuou na campanha do
ex-presidente Lula
Diante das disputas políticas e
jurídicas sobre o andamento do processo de impeachment e do pedido de cassação
da presidente Dilma Rousseff no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), um novo
ingrediente pode dar ainda mais força ao pedido de cassação da petista do
mandato no Executivo. É que investigadores da Operação Lava Jato detectaram que
dos cerca de 7,5 milhões de dólares repassados ao marqueteiro João Santana no
exterior, os pagamentos mais recentes ocorreram no final do ano de 2014, ou
seja, na época em que o publicitário atuava ativamente na campanha à reeleição
de Dilma.
Segundo as investigações, entre 25
de setembro de 2013 e 4 de novembro de 2014, dias após o fim do segundo turno
presidencial, Zwi repassou dinheiro à offshore panamenha Shellbill Finance SA,
de João Santana e Mônica Moura. Foram nove transações, totalizando ao menos 4,5
milhões de dólares. A Shellbill Finance SA não foi declarada às autoridades
brasileiras.
Outros 3 milhões de dólares pagos
ao marqueteiro pelo Grupo Odebrecht partiram de contas ocultas no exterior em
nome das offshores Klienfeld e Innovation, que já são alvo da Lava Jato por
terem sido usadas para abastecer com propina os ex-diretores da Petrobras
Renato Duque, Paulo Roberto Costa, Jorge Zelada e Nestor Cerveró. O repasse do
dinheiro enviado a João Santana pelas offshores ligadas à Odebrecht ocorreu
entre abril de 2012 e março de 2013.
A corrida presidencial daquele
ano, uma das mais acirradas da história, foi marcada por uma sucessão de
mentiras em cadeia de rádio e TV. Uma em particular foi eternizada: Dilma
prometeu não alterar os direitos trabalhistas "nem que a vaca tussa".
Na reta final do primeiro turno de 2014, uma vaquinha malhada chegou a ser mote
de sindicalistas alinhados à então presidente-candidata para uma
"mobilização nacional" em defesa dos trabalhadores. Reeleita, porém,
Dilma deu sequência à linha de fazer tudo ao contrário e determinou que seus
ministros anunciassem o endurecimento de regras para a concessão de benefícios
como o seguro-desemprego e a pensão por morte. O pacote impopular do governo
foi oficializado a três dias do início do novo mandato.
A Polícia Federal deflagrou nesta
segunda-feira a 23ª fase da Operação Lava Jato. Batizada de Acarajé, ela tem
como alvo preferencial o marqueteiro João Santana. A nova etapa das
investigações cumpre 51 mandados judiciais na Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo
e atinge em cheio as campanhas presidenciais de Lula e Dilma. Ao todo, foram
expedidos 38 mandados de busca e apreensão, dois de prisão preventiva e cinco
de condução coercitiva. A Polícia Federal identificou pelo menos 7 milhões de
dólares enviados ao exterior e com relação direta com João Santana. Segundo
nota da PF, o termo Acarajé se refere ao nome que alguns investigados usavam
para designar dinheiro em espécie.
Leia nota da defesa de Zwi
Skornick:
A defesa de Zwi Skornicki se
reserva a falar nos autos do processo e considera a prisão desnecessária, já
que desde a 9ª fase da Operação Lava-Jato, denominada "My Way", de
05/02/2015, portanto há mais de 1 ano, Zwi Skornicki sempre esteve no Brasil e
à disposição das autoridades públicas para prestar esclarecimentos.

0 comentários:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!