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Câmara
Municipal de Macaé
(Foto: Angel
Morote)
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Somados, valores dos processos investigados
chegam a R$ 3,8 mi.
A Polícia Federal cumpriu cinco
mandados de busca e apreensão nesta sexta-feira (15) na Câmara de Vereadores de
Macaé, no interior do Rio. A investigação é um desdobramento da Operação
"Marco Zero", deflagrada no final de 2014, que apurou fraudes na
prefeitura de Carapebus.
De acordo com o delegado da
Polícia Federal em Macaé, Felício Laterça, foram apreendidos documentos de sete
processos licitatórios, que, somados, somam a quantia de R$ 3,8 milhões.
Os mandados foram expedidos pela
1º Vara Criminal da cidade. No inquérito, a Polícia Federal identificou sete
processos licitatórios com indícios de fraude, que era realizada restringindo a
competitividade da competição e direcionando para empresas pré-determinadas.
A Polícia afirma que, para isso,
um jornal local publicava os dados da licitação no caderno de classificados,
sem atender aos requisitos legais exigidos para publicidade desses atos.
Segundo a PF, o objetivo das ações
é identificar as empresas vencedoras das licitações suspeitas e seus
respectivos representantes, além de servidores públicos e agentes políticos que
possam ter participação nos atos.
"Com essa apreensão, a
investigação toma outro rumo. Com os documentos, pode-se identificar quem
participou da licitação, as empresas que entraram no certame ilegal e a possibilidade
de envolvimento de algum político", declarou o Delegado Felício.
Os documentos apreendidos serão
analisados para apurar a possibilidade de fraudes, além de possíveis crimes de
associação criminosa e peculato.
Em nota, a assessoria de
comunicação da Câmara de Vereadores de Macaé informou que atendeu os agentes e
dispobilizou todos os documentos requisitados, sobre licitações realizadas
entre 2011 e 2013.
A Casa Legislativa afirmou, ainda,
que atua de forma transparente e que todos os seus processos tramitam de acordo
com a lei.
Operação Marco Zero
As ações cumpriram mandados de busca e apreensão de processos licitatórios com graves indícios de fraudes. A operação da PF ocorreu em conjunto com a Controladoria Geral da União.
As ações cumpriram mandados de busca e apreensão de processos licitatórios com graves indícios de fraudes. A operação da PF ocorreu em conjunto com a Controladoria Geral da União.
Segundo a delegacia, a maioria dos
processos eram referentes à cimpra de medicamentos em excesso, realização de
obras de baixa qualidade superfaturadas e prestação de serviços sem
comprovação, usando verbas federais.

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