Em entrevista a jornal, ministro
da Fazenda afirma que não haverá subsídios a setores para os quais empréstimos
serão destinados. E que fará 'de tudo' para cumprir meta de superávit
Alvo da desconfiança do mercado
justamente por sua postura menos rígida em relação ao ajuste fiscal, o ministro
da Fazenda, Nelson Barbosa, afirma em entrevista publicada neste domingo ao
jornal Folha de S. Paulo que o governo planeja utilizar bancos
públicos e o FGTS em linhas de crédito para a construção civil e pequenas e
médias empresas. Barbosa nega, contudo, que haja planos de conceder novos
subisídios a esses financiamentos - como ocorreu no primeiro mandato da
presidente Dilma Rousseff.
Segundo o ministro, o objetivo das
medidas é utilizar recursos do Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, BNDES
e FGTS para "expandir crédito em atividades prioritárias, como habitação,
saneamento e capital de giro de pequena e média empresa". Em novo aceno ao
mercado, Barbosa afirmou que o governo fará "de tudo" para garantir
que seja cumprida a meta de superávit primário de 0,5% do Produto Interno Bruto
(PIB).
Mantendo o discurso governista de
que o Planalto não tem um "coelho na cartola" para tirar o país da
crise financeira, o ministro afirma que a presidente Dilma Rousseff não
encomendou um pacote de medidas, mas diretrizes para a política econômica nos
próximos anos. O uso dos bancos públicos se dará como medida de curto prazo
para estabilizar a economia, com programas de crédito direcionado. Sobre o
corte de despesas necessário para reequilibrar as contas públicas, Barbosa
afirmou que o contingenciamento sairá "até fevereiro", mas não deu
detalhes. Ele afirmou ainda que o governo conta com a aprovação da volta da
CPMF para cumprir a meta fiscal.
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