Câmara de Macaé discute criação de nova CPI do Transporte | Rio das Ostras Jornal

Câmara de Macaé discute criação de nova CPI do Transporte

Diante de críticas ao serviço, denúncia sobre existência de monopólio e pedido de quebra de contrato, líder do governo assumiu posicionamento favorável à investigação.

Em meio a críticas à qualidade do serviço, questionamentos relativos a administração do sistema e a pressão em defesa da quebra de um "monopólio", a Câmara de Vereadores reacendeu a possibilidade de criação de uma Comissão Parlamentar de Investigação (CPI) para analisar a gestão do transporte público municipal ao longo dos últimos anos.

Adormecida desde o início do ano, a proposta foi novamente levantada pelo líder do governo na Câmara, Julinho do Aeroporto (PPL), em meio a pedidos de uma série de requerimentos feitos por parlamentares diante da discussão sobre a qualidade do serviço do transporte público prestado à população.

"A SIT está aqui, não é de hoje. Vamos assinar uma CPI então, já que existem tantas dúvidas e denúncias. As pessoas precisam saber das coisas de forma clara. Eu assino o pedido de criação da Comissão", assumiu o posicionamento, Julinho.

Em meio ao debate, Maxwell Vaz (PT), primeiro vice-presidente da Câmara e que conduziu a sessão ordinária de ontem, relembrou que foram registradas na Casa dois pedidos de CPI.
"Temos na Casa dois pedidos de CPI, um registrado pelo vereador Igor Sardinha (PT) e outro registrado pelo vereador Marcel Silvano (PT). O plenário pode decidir qual dos dois aplicar e buscar assim as assinaturas", informou.

George Jardim (PMDB) se antecipou e afirmou que vota em qualquer pedido de CPI proposto pelo Legislativo. Durante o seu pronunciamento no grande expediente, Igor Sardinha (PT) esclareceu a diferença entre as duas propostas.

"O pedido de CPI do vereador Marcel indica a investigação do serviço até o dia 31 de janeiro do ano passado. O meu não tem prazo, defende a investigação desde o início da administração do serviço até agora", apontou o primeiro secretário da Casa.

A discussão sobre o transporte público municipal, que vem sendo constante dentro do plenário do Legislativo, foi reforçada também durante votação do projeto de lei 045/2013, de autoria do vereador Igor que torna obrigatório a empresa prestadora do serviço o envio de relatório à secretaria de Mobilidade Urbana, informando o nome e o número de motoristas que cometem infrações no trânsito.

No grande expediente, Igor voltou a falar sobre o transporte, solicitando ao governo que encaminhe à Câmara informações quanto ao número de notificações emitidas à empresa, através do trabalho de fiscalização do transporte público, assim como o número de multas aplicadas a motoristas que atuam no sistema.

"Precisamos abrir essa caixa preta. Tivemos nesta Casa uma audiência que discutiu esse tema. Na minha análise, o decreto 161/2013 assinado pelo prefeito não quebra o monopólio, apenas prolonga uma situação aguardada há muito tempo pela população", afirmou.

Na discussão, Paulo Antunes (PMDB) defendeu a medida adotada pelo prefeito Dr. Aluízio Júnior (PV). "O decreto não quebra de imediato o monopólio, mas dá ao prefeito o subsídio legal para pedir a suspensão do contrato na justiça", disse Paulo Antunes.

Fonte: Márcio Siqueira/O Debate
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