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Moradores da Barra da Tijuca convivem em harmonia com gambás

Quadras esportivas, piscinas e escritórios têm sido cenário para os bichos. Segundo biólogo, não há superpopulação e é desaconselhável matá-los.

Nas quadras, piscinas, administração de condomínios e até em escritórios, o gambá, apesar da fama de fedorento, convive pacificamente com os moradores da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio.

 

“Aqui nós os vemos na parte externa do condomínio, na quadra e até dentro da administração, mas convivemos em harmonia. Eles não incomodam e a gente os deixa em paz também”, diz a síndica comunitária do Barra Mares, Elizabeth Michelsen.  Diretor da Câmara Comunitária da Barra e presidente da Associação de Moradores e Amigos do Condomínio Parque das Rosas, Odilon de Andrade concorda.

 

“Os gambás aqui são muitos e comuns. Normalmente, à noite, eles saem à procura de comida e ninhos para as gambás”, conta ele, que mora há 23 anos no bairro. “Mas eles não são os únicos. No canal também tem capivara, micos, saguis e até jacarés”, completa.

Recentemente, como informou o colunista Ancelmo Góis, no Jornal "O Globo", funcionários de um escritório num shopping do bairro se depararam com um dos bichos subindo pelo fio da parede. 

Cuidados

Diferente do que muita gente pensa, nossos gambás não são fedorentos como aqueles que aparecem nos desenhos animados.

 

“O gambá que fede é o americano, que aqui corresponde à jaritataca. O nosso gambá, nos EUA, é chamado de opossum”, explica o biólogo Marcos Jabour, do Riozoo, que completa que seu predador natural são gatos, gaviões, cachorros, jibóias e corujas.Segundo ele, o ideal é não mexer no bicho.

 

“Ele nunca fica no mesmo abrigo, sempre muda de lugar. A não ser que seja uma fêmea que esteja em estado mais avançado de gestação. Se você deixá-lo, ele logo vai sair. E, para quem acha que sempre vê o gambá, provavelmente nunca vê o mesmo”, detalha Jabour, que nega haver uma superpopulação do animal.  Jabour explica ainda que apesar de ameaçador quando se sente encurralado, o gambá quase nunca avança em seres humanos e costuma se fingir de morto para fugir em seguida.

 

“Mas a ameaça dele assusta. Se pegá-lo, é melhor estar de luvas, eles podem hospedar doenças como a leishmaniose e a samonelose”, ensina. O ideal, conta ele, é pegá-lo pela ponta da cauda ou pelo pescoço, para imobilizá-lo.

Passeio na avenida chamada Brasil 

Rio - Acredite: esse carro circulava, dia desses, pela Avenida Brasil. Com algum esforço dá até para identificar o modelo: trata-se de um Chevette Hatch. O carro, fabricado há 29 anos, é um festival de irregularidades sobre rodas.

Das lanternas traseiras não sobrou quase nada, o pára-choque e a tampa do porta-malas estão amarrados para não ficarem pelo caminho. Não há retrovisor externo nem vidro traseiro. Segundo o site do Detran, o último licenciamento do veiculo foi em 2002.

Novos preços cobrados a partir deste mês pela Geap geram polêmica 

Rio - A Geap Saúde (plano de assistência médica dos servidores federais) está com novos preços a partir deste mês. 

Segundo a Fenasps (Federação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social), os servidores serão obrigados a pagar R$ 115 por cada um dos participantes: “Desta forma, quem contribuía de R$ 150 a R$ 260, em média, para três dependentes, passa a pagar R$ 460, mais a participação de 10% quando utilizar o plano”, adverte a federação em nota.

Segundo a diretoria, o novo modelo de contribuição não favorece o funcionalismo federal, que está indignado com o aumento do plano de saúde. Argumenta que os servidores federais que têm os menores salários saíram perdendo com a mudança.

A Fenasps reclama que o governo “não teve a menor sensibilidade com estes servidores”. A federação ainda acusa o Ministério da Saúde de assinar “sorrateiramente” um termo aditivo que permitiu a cobrança do plano já a partir deste mês. Os diretores advertem que a situação dos servidores que têm os menores vencimentos é grave, porque para ter um atendimento melhor é necessário optar pelo plano que custa R$ 115. Caso contrário, deverão fazer opção para um novo plano mais simples. “Os outros planos não têm atendimento para exames de alta complexidade, exames laboratoriais e internações somente de emergência. Enfim, muito pior que o atendimento praticado pelo SUS. Mesmo assim, os servidores terão que pagar pelo atendimento”, queixam-se os diretores.  Os advogados da Fenasps já entraram em contato com a Justiça Federal sobre as “supostas armadilhas preparadas pelo Ministério da Saúde”. Eles também deverão levar essa questão ao Ministério Público Federal (MPF). A equipe de assessoria jurídica da federação está orientando todos os servidores do Ministério da Saúde que se sentirem lesados a procurar nos estados a Promotoria de Defesa ao Consumidor, para que esta oriente e intervenha na defesa dos direitos dos funcionários públicos federais.

Governo do estado libera neste mês o edital do concurso para gestor 

Rio - O governo do estado libera neste mês o edital do concurso para gestor, cargo criado no ano passado. 

No total, serão oferecidas 90 vagas, sendo 60 para a Secretaria Estadual de Planejamento e 30 para a de Saúde. A Fesp será a organizadora do processo seletivo. O gestor tem salário-base de R$ 4.200, mais gratificação de R$ 882 e adicional de qualificação (o valor ainda não foi definido, mas faz que o vencimento chegue a R$ 8 mil). Poderão participar graduados em qualquer curso. Previstas para a segunda quinzena deste mês, as inscrições vão custar R$ 100.

A primeira fase será composta por provas objetiva e discursiva e deve acontecer em maio. Haverá ainda avaliação de títulos e curso de formação ministrado pela Fesp. Durante o período de qualificação (com duração de 60 horas), os candidatos terão bolsa de R$ 2.100. Para o Planejamento, 40 vagas serão para Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental.

Outras 20 serão para Analista de Planejamento e Orçamento. A prova discursiva terá uma questão, e a objetiva, 80. Português, Informática, Raciocínio Lógico, Direito Constitucional e Administrativo, Economia,Administração Pública e Finanças Públicas são disciplinas comuns aos dois cargos. Para analista, haverá ainda Direito Tributário, Contabilidade Pública e Planejamento e Orçamento Público. Para especialista, Políticas Públicas e Gestão por Processo. Na Secretaria de Saúde, as 20 vagas serão para Especialista na Gestão da Saúde.

A Fesp ainda está definindo com a secretaria as disciplinas que farão parte do conteúdo programático. A intenção é divulgar os dois editais — Saúde e Planejamento — juntos. No entanto, se houver atraso, o do Planejamento pode sair primeiro.

Anac libera vôos no aeroporto Santos Dumont 

Rio - A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) confirmou nesta terça-feira a revogação da portaria que impunha restrições ao aeroporto de Santos Dumont, no Rio, o que garante o fim da obrigação de ele operar apenas na ponte aérea. 

A agência reguladora argumenta que a operação de pousos e decolagens com origem e destino obrigatórios a Congonhas, em São Paulo, acaba por subutilizar o aeroporto no Rio, engessando suas atividades.

Em tom de revolta, o governador do Rio, Sérgio Cabral, disse que pretende declarar "guerra" à Anac por ter tomado, em sua avaliação, uma decisão equivocada e um "deboche" ao governo carioca. Ele anunciou que, se a medida se mantiver em vigor, ele não irá renovar a licença ambiental para vôos regionais no Santos Dumont e irá acabar com o subsídio de ICMS cobrado pelo querosene das aeronaves que abastecem no aeroporto, aumentando a tarifa de 4% para até 18%.

"É um deboche. Vamos entrar com medidas judiciais para impedir isso. Vamos acabar com os subsídios no Santos Dumont. Se é para fazer guerra, vamos fazer. Lamento que a Anac esteja fazendo isso", disse o governador, que se reuniu no início desta noite com a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.

As críticas de Cabral também atingiram o ministro da Defesa, Nelson Jobim, e o empresário David Neeleman, dono da companhia Azul, que vinha buscando na Justiça o direito de realizar vôos entre o Santos Dumont e o aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), centro de operações da empresa. "Já falei com o ministro Jobim, mas já que não está adiantando conversa, vamos para a parte judicial. Isso é lobby da Azul, de um cidadão chamado David Neeleman, daquele gringo", comentou.

Para o governador, a reabertura do Santos Dumont vai prejudicar o processo de privatização do Galeão e terminará com o esvaziamento do maior aeroporto carioca e com o atual fluxo de decolagens com destino internacional. "A Anac devia estar concentrando sua energia na concessão de aeroportos, a começar pelo Galeão, que é uma porcaria. Falta papel higiênico, papel para limpar a mão, o elevador não funciona", condenou.

Suspeitos empurram casal no paredão da Avenida Niemeyer

Crime ocorreu na madrugada desta quarta-feira (4).  Policiais conseguiram salvar as vítimas.

Criminosos empurraram um casal no paredão da Avenida Niemeyer, na Zona Sul do Rio, na madrugada desta quarta-feira (4). Policiais que passavam pela via, logo após o crime, conseguiram salvar as vítimas.  Segundo a polícia, o homem, que é um empresário, ficou preso numa árvore, e a namorada conseguiu se agarrar às pedras. 

 

Eles foram rendidos pelos suspeitos na Lagoa, também na Zona Sul, quando saíam de um restaurante. O casal contou que não reagiu a ação dos criminosos. No entanto, eles teriam agredido o empresário antes de empurrá-los.

O carro das vítimas foi levado pelos suspeitos, mas a polícia conseguiu recuperá-lo ainda na madrugada. O veículo ficou com uma roda destruída.

 

Ninguém foi preso. O caso foi registrado na 14ª DP (Leblon).

Caminho à beira-mar

A Avenida Niemeyer liga o bairro do Leblon a São Conrado, na Zona Sul. No caminho, à beira-mar, fica a Favela do Vidigal e o Mirante da Niemeyer, de onde é possível avistar praias famosas da cidade, como Leblon e Ipanema. 

 

Ponte Rio-Niterói completa 35 anos

Atualmente, cerca de 140 mil veículos atravessam a rodovia por dia. Engarrafamentos em vésperas de feriados são inevitáveis.

Uma das maiores obras da engenharia brasileira está comemorando 35 anos. No dia 4 de março de 1974, a bordo do Rolls-Royce presidencial, o presidente Médici fazia a travessia inaugural da Ponte Presidente General Costa e Silva, a Ponte Rio-Niterói. Atualmente, cerca de 140 mil veículos atravessam a rodovia por dia, a maioria com destino às cidades da Região dos Lagos.

O vai-e-vem dos automóveis já se tornou comum sobre a Baía de Guanabara. A Ponte Rio-Niterói e seus mais de 13 mil metros de extensão constituem um importante marco de capacitação da engenharia nacional – por suas dimensões, audaciosa concepção e criatividade nos processos construtivos. 

A construção durou cinco anos e, no seu auge, empregou mais de dez mil operários liderados por cerca de 150 engenheiros. À época de sua inauguração, previa-se que a ponte alcançaria um volume de tráfego de 50 mil veículos por dia, nos dois sentidos, mas o crescimento da Região Metropolitana do Rio de Janeiro extrapolou aquela previsão.  Segundo a Ponte S/A, concessionária que administra a via desde 1995, a Ponte Rio-Niterói é, atualmente, a sétima do mundo em extensão. No entanto, engenheiros que participaram da construção garantem que ela ainda é a maior do mundo em volume espacial (área construída), por conta dos pilares gigantescos e das fundações muito profundas.

Congestionamento: problema constante

A procura pela Ponte Rio-Niterói é tanta que congestionamentos em vésperas de feriados são inevitáveis. De acordo com a concessionária, a via chega a registrar 85 mil veículos passando pela Praça de Pedágio nos finais de semana nos picos do verão. Com várias obras já realizadas, desafogar o trânsito se tornou um desafio para os administradores.

 

Para o engenheiro Fernando MacDowell, professor de engenharia de transportes e livre-docente em engenharia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o problema dos congestionamentos poderia ser resolvido com a ampliação da Linha 2 do metrô, que ligaria a estação do Estácio à Praça XV, passando pela Carioca.  “Com a expansão da Linha 2 do metrô, do Estácio até a Praça XV, onde tem a estação das barcas, você retiraria uma quantidade significativa de carros e ônibus da Ponte Rio-Niterói. As pessoas passariam a usar mais o serviço de catamarãs e, com a integração, pegariam o metrô”, disse o engenheiro.

Extensão da quarta faixa

Fernando, que já trabalhou em projetos para a Ponte Rio-Niterói, afirmou que a ponte está preparada para receber o grande fluxo de veículos. Segundo ele, em 2001, a inclusão de uma quarta faixa no Vão Central ajudou a desafogar o trânsito. Ele afirmou que há um projeto de extensão da quarta faixa para toda a via, em ambas as pistas.

 

“Um levantamento mostrou que o índice de acidentes diminuiu após a criação desta quarta faixa. Acreditamos que a ampliação da pista vai aumentar a sobrevida da ponte, até que se resolva a questão do metrô, seja a expansão da Linha 2 ou a criação da Linha 3, que vai ligar as cidades de Itaboraí, São Gonçalo e Niterói ao Rio de Janeiro”, completou.  Para todos que nela trabalharam, especialmente no mar, a Ponte Rio-Niterói foi um grande aprendizado. “Eu tive o privilégio de atuar no projeto ainda como estudante, através de um concurso. A ponte é um símbolo de modernidade e um marco da nossa engenharia. Me sinto honrado em poder fazer parte da história desta que é a maior ponte do Brasil”, afirmou o engenheiro.

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