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Correios entrega correspondência com atraso e usuários pagam multas e juros
Quem confia nos Correios e acredita na eficiência da empresa que vende uma imagem de confiança, está pagando caro demais pelos serviços que deixam sempre a desejar. 
O atraso na entrega de correspondências, incluindo boletos bancários, faturas de cartão de crédito, convites para solenidades, dentre outros produtos, está levando os usuários a arcarem com o pagamento de multas e juros porque quando os destinatários recebem os documentos os prazos estabelecidos estão vencidos, ficando obrigados ao pagamento de multas e juros.
Em tempo de crise global na economia, principalmente os empresários estão sentindo a conta ficar salgada demais e muitos reclamam porque não tem a quem recorrer. Quando um carteiro chega ao destino para entregar a correspondência destinada ao endereço, a pessoa se mostra aliviada pelo fato de estar recebendo as mensagens mas, ao mesmo tempo, ficam azul de raiva ao abrir o grande volume e observar que são contas a pagar, todas com prazos vencidos. “Os estafetas há alguns anos atrás, entregavam as correspondências quase que diariamente. Agora, eles passam até 15 dias sem aparecer e, quando chegam, “descarregam” um grande volume sem dar tempo sequer para a pessoa tomar conhecimento do que estão  recebendo. O suto depois é grande porque até o crédito fica ameaçado com as cobranças feitas pelos fornecedores que desconhecem a situação de Macaé”, disse um empresário que ontem teve que desembolsar dinheiro além da conta para atualizar os pagamentos.
A situação dos Correios em Macaé foi piorando após a chegada da Petrobras e as empresas de apoio na prospecção de petróleo na Bacia de Campos. O município que tinha cerca de 65 mil habitantes na década de 70, hoje tem mais de 169 mil segundo dados do IBGE, excetuada a população flutuante. O número de loteamentos cresceu primeiro de forma horizontal e são muitos os bairros que não tem nomes nas ruas ou números nas casas. Apesar dos apelos dos usuários, a agência dos Correios situada na Rua Teixeira de Gouveia, apesar de estar construída numa imensa área, tornou-se pequena e para desafogar o trabalho aluga galpões no centro e em São José do Barreto.
“Torna-se imperativo a construção de uma nova sede para atender a população. Além de contar com uma excelente receita porque vende uma imagem de confiança, o Correios em Macaé não amplia o número de funcionários que muitas vezes são transferidos de outros municípios vizinhos mas chegam aqui não conhecem bem a geografia da cidade e o caos continua. O que precisamos é fazer chegar à direção da empresa, as dificuldades pelas quais passam as pessoas que confiam na empresa para prestar serviços e não são atendidas com regularidade”, disse ontem uma assistente administrativa que, responsável por três empresas, muitas vezes se sente ameaçada porque o trabalho exercido muitas vezes não é reconhecido apenas por culpa exclusiva do Correios e dos políticos que não atendem aos apelos da população.
Prefeito deve se reunir hoje para tratar de alagamentos
Quem deve ficar frente-a-frente na noite de hoje, a partir das 20h30, é o prefeito de Macaé, Riverton Mussi, e os moradores do bairro Novo Cavaleiros. 
O encontro, a princípio, deve ocorrer no Colégio Jacira Duval e foi confirmado ontem por assessores do chefe do Executivo da cidade a lideranças da comunidade. Pelo combinado, também comparecerão à reunião técnicos que irão colocar em funcionamento a prometida obra de macrodrenagem no bairro, orçada em cerca de R$ 20 milhões pela Prefeitura de Macaé.
Este encontro começou a ser marcado na primeira sessão da Câmara de Vereadores do município, ainda em fevereiro. Na ocasião, o prefeito foi ao plenário para participar da abertura dos trabalhos legislativos e encontrou cerca de 20 moradores do Novo Cavaleiros empunhando faixas de protesto quanto aos constantes alagamentos que ocorrem na comunidade. Riverton se prontificou a comparecer no local e, durante esta semana, a Secretaria de Governo confirmou sua presença na data de hoje para conversar com os moradores.
"Queremos explicação sobre como vai ficar a nossa situação pois aqui alaga muito", conta a costureira Maria Lima da Silva, moradora do bairro há 12 anos e que estava na primeira sessão da Câmara. Segundo ela, muitas pessoas da comunidade a procuraram durante a última semana querendo saber se o encontro iria realmente acontecer. "Pretendemos cobrar também ações quanto a terrenos baldios e quanto a prédios com água acumulada com focos de dengue", expõe a costureira, que mora na Rua Saturno, uma das mais atingidas em dias de chuva.
No início da semana, alguns moradores até estavam duvidosos sobre a presença ou não do prefeito em solo do Novo Cavaleiros. Mas, se o encontro realmente sair conforme o estabelecido informalmente, haverá também questionamentos quanto ao Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). Segundo alguns moradores do bairro, o dinheiro que seria despendido para pagar o imposto acabou sendo gasto em móveis e alimentações - já que o que estava nas residências ficou inutilizado pelas águas do início de fevereiro.
Prefeitura de Carapebus teria pago para liberar suas contas
Desde o início da semana, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembléia Legislativa do Rio (Ajerj) que investiga o Tribunal de Contas do Estado (TCE) vem promovendo ações que buscam desvendar o esquema de pagamento a presidente do TCE e a empresas para que liberassem as contas de municípios do Estado. 
Na região, estourou de vez o caso de Carapebus - onde, segundo dados da Polícia Federal (PF) repassados pela própria CPI, ocorreu pagamento de R$ 130 mil para a aprovação das contas da cidade nos últimos cinco anos. Durante este período, segundo a comissão legislativa, Carapebus conseguiu aprovar todas as suas contas sob a relatoria no TCE do conselheiro José Nader. Este conselheiro, junto a mais 15 pessoas e 12 empresas, teve na segunda-feira um pedido de quebra de sigilo aprovado sobre suas contas pela CPI. O desenrolar dos fios começou por uma investigação da PF sobre corrupção em prefeituras de Minas Gerais. No meio destas pesquisas, segundo a CPI, os policiais encontraram uma descrição detalhada da estratégia para aprovar as contas de Carapebus e uma carta à empresa SIM. Ainda de acordo com a comissão, as investigações mostraram que Carapebus, que estava com muita dificuldade de aprovar suas contas no ano de 2002 devido a irregularidades, de repente, conseguiu resolver tudo pagando ao presidente do TCE, a quatro conselheiros e alguns assessores. Até ontem, oficialmente, a atual gestão da Prefeitura não havia se manifestado.
Ainda em Carapebus, os vereadores de oposição irão pedir a abertura de uma CPI no município para investigar o que a PF vem apontando. “Se isto é debatido em nível estadual, porque nós, aqui da cidade, não devemos observar também”, questiona o vereador Juninho (PSDB). Ele lembra que um dos investigados pelas autoridades era secretário de Planejamento do município até ontem. “Ele foi exonerado só nesta semana”, aponta o parlamentar. O pedido de abertura de uma comissão sobre o assunto deve ocorrer na próxima sessão da Casa, que ocorre na quinta-feira. Entre os sigilos fiscais e telefônicos que serão requisitados pela CPI na Alerj, estão os dos conselheiros José Gomes Graciosa e José Leite Nader, assim como os dos sócios da empresa SIM - Instituto de Gestão Fiscal, Nilton de Aquino Andrade, Nelson Batista de Almeida e Sinval Drummond de Andrade. De acordo com investigações da Polícia Federal, a empresa prestava uma “consultoria especial” para que seus clientes, neste caso, vários municípios fluminenses com irregularidades em suas contas, tivessem uma “decisão favorável” do TCE. Justiça ganhou ajuda de advogado da firma A presidente da CPI, deputada Cidinha Campos (PDT), frisou a necessidade de manter a ética e a transparência nas instituições. “O objetivo desta CPI é por na cadeia todos aqueles que não estiverem agindo de forma lícita. Estas pessoas são responsáveis pela regularidade dos documentos e contas de todo o Estado. Como pode um bandido analisar contas?”, questiona a pedetista.
 A parlamentar lembrou que os conselheiros foram indiciados pela Polícia Federal por formação de quadrilha, corrupção passiva, prevaricação e advocacia administrativa. “Após conseguir provas contra Graciosa, a Justiça ganhou a colaboração do advogado e então consultor jurídico da SIM, Marcelo Abdalla, que identificou Nader como um dos cinco conselheiros do TCE envolvidos no esquema de corrupção. 
Ainda segundo Abdalla, o conselheiro recebia a propina através de seu filho, deputado José Nader (PTB), o que justifica o nosso pedido de quebra de sigilo também do parlamentar”, explica. A CPI, que foi instalada nesta segunda, terá o deputado Marcelo Freixo (PSol) como vice-presidente; João Pedro (DEM) como relator; Caetano Amado (PR) e André Corrêa (PPS) como membros efetivos; e Paulo Ramos (PDT) e Renato de Jesus (PMDB) como suplentes. Para que o trabalho ganhe ainda mais força, Cidinha Campos pede que os prefeitos que passaram por chantagem, e não cederam, venham prestar depoimento. “Isto não é por mim, não é pela CPI, mas pelo Brasil. Está na hora de sermos mais solidários com o País e que tenham coragem de vir até aqui também aqueles que não cederam à corrupção e hoje são perseguidos”, expõe a parlamentar. A CPI terá o prazo de conclusão de 90 dias, que podem ser prorrogados por mais 60. A intenção da deputada é que sejam realizados relatórios parciais.

Trechos avariados da RJ-106 serão recuperados em 15 dias

Apesar de já terem sido recuperados os três pontos avariados da rodovia Amaral Peixoto (RJ-106), próximos ao Trevo dos 40, ainda não foram completamente reformados, o que atrapalha a circulação dos veículos que chegam a Macaé através da BR-101, principalmente na parte da noite. 

Destruídos durante os períodos de chuvas fortes de verão, os trechos ainda não receberam as obras de recapeamento que consiste na aplicação da massa asfáltica.

Obrigados a passar por pontos onde o asfalto foi substituído por terra e pó de brita, que se transforma em um verdadeiro lamaçal durante as chuvas, os motoristas de carros, ônibus e caminhões precisam trafegar com a atenção redobrada pelo local que permanece sinalizado apenas por placas indicativas. “Nós somos obrigados a diminuir a velocidade quando chegamos próximos aos trechos recuperados, o que pode causar acidentes. Os motoristas que não conhecem a estrada são os que correm mais risco porque os pontos avariados não estão bem sinalizados. Quando chove, a situação fica pior. Carro pequeno ou baixo não consegue passar pelo lamaçal que se forma no local”, explicou o caminhoneiro Sandro Mathias, 38 anos.

As obras de recuperação da rodovia começaram a ser executadas cerca de uma semana após a primeira cratera se abrir, próxima ao Trevo dos 40, no final do ano passado. Danificadas pela força das águas de chuva, que se acumularam em uma área alagadiça, situada à margem da estrada, as manilhas implantadas sob o asfalto acabaram provocando o desmoronamento do solo que se rompeu, interditando a pista. Antes da reforma, o trecho avariado serviu de palco para um trágico acidente envolvendo uma Van roubada por dois bandidos que acabou explodindo ao cair na cratera. Dois ocupantes do veículo acabaram morrendo carbonizados.  Em seguida, uma nova cratera se abriu após parte do acostamento da pista ceder devido a intensidade e o volume de chuva. O trecho avariado está situado próximo a uma curva, o que aumenta o risco da ocorrência de acidentes.
Prefeitura inicia a Semana de Calouros da UFRJ com Doação de Sangue Voluntária
A prefeitura de Macaé iniciou esta semana as atividades da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) na Cidade Universitária.
Para marcar a chegada dos alunos, está sendo realizada a Semana de Calouros, que tem como objetivo levar os alunos a participar de uma série de atividades culturais, ambientais e sociais. Entre as atividades propostas está a doação de sangue voluntária. Os voluntários serão levados ao Centro de Hemoterapia da cidade, localizado na Rua Dr. Bueno, 40, para fazer a doação.
A aula inaugural dos cursos de Química, Biologia e Farmácia será realizada amanhã (5) para 80 alunos. Haverá a recepção com os diretores dos cursos às 17h e no dia seguinte (6), os alunos visitarão a biblioteca. Em seguida, farão plantio de árvores representativas das turmas na Cidade Universitária, encerrando a programação da Semana. Os interessados em participar das atividades da Semana de Calouros, deverão se inscrever na secretaria da Cidade Universitária, das 9h às 17h. A semana de recepção de calouros é uma realização da coordenadoria acadêmica da UFRJ na Cidade Universitária e vêm acontecendo todos os semestres e atraindo cada vez mais a atenção dos alunos ingressantes e alunos veteranos. 
De acordo com Cristina Teixeira, uma das coordenadoras da UFRJ em Macaé, a Semana é um momento importante para a integração e familiarização do aluno, junto à instituição e seu curso. “Elaboramos essas atividades com uma perspectiva acadêmica e social. E o resultado sempre foi positivo”, disse, ressaltando a participação de todos os alunos na doação de sangue. “Será um pequeno gesto para os alunos, mas que não será jamais esquecido para aqueles que forem beneficiados” completou. Para a subsecretária de Educação na Saúde, Cultura e Meio Ambiente, Conceição de Maria, a iniciativa da Cidade Universitária e UFRJ é significativa, pois representa o comprometimento do município com as questões ambientais. “Esse trabalho foca na transversalidade em termos de conscientização, além de trabalhar com ações ligadas aos cursos que a instituição começou a oferecer, como Biologia e Medicina”, disse. 
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