CEO do Inter revela planos ambiciosos para os próximos 10 anos no mercado financeiro | Rio das Ostras Jornal

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CEO do Inter revela planos ambiciosos para os próximos 10 anos no mercado financeiro

CEO do Inter revela planos ambiciosos para os próximos 10 anos no mercado financeiro
Juliana Caveiro

O Banco Inter, uma das instituições financeiras digitais de maior destaque no Brasil, projeta uma década de transformações e crescimento acelerado. Após expandir sua base de clientes de 8 mil para impressionantes 45 milhões em apenas dez anos, o desafio agora é aprofundar o relacionamento com esses usuários, convertendo essa conexão em maior lucratividade e retorno para os acionistas. Essa expansão e aprimoramento dos serviços impactam diretamente as opções financeiras disponíveis para os moradores de Rio das Ostras, Macaé e toda a Região dos Lagos, que buscam cada vez mais soluções digitais.

Em entrevista ao Money Times, Alexandre Riccio, CEO do Banco Inter no Brasil, destacou a necessidade de elevar o patamar do negócio para que ele corresponda ao reconhecimento já conquistado pela marca. A meta é ambiciosa: alcançar um Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE) de 30%, partindo dos atuais 16,3%, e consolidar o Inter como o banco principal na vida financeira de seus milhões de clientes.

Transformação e metas de rentabilidade

A trajetória do Inter, conforme descrita por Riccio, pode ser dividida em fases distintas. Entre 2014 e 2016, a prioridade foi a construção do banco digital. Em seguida, a companhia entrou em uma etapa de expansão acelerada, impulsionada por recursos de investidores. O IPO, realizado em 2018, foi crucial para financiar esse crescimento, levando o banco de aproximadamente 400 mil clientes para quase 30 milhões em 2022. Naquele período, o foco era a construção da base e o desenvolvimento de produtos, com a rentabilidade ganhando protagonismo em um momento posterior.

A partir de 2023, a rentabilidade passou a ser um objetivo mais evidente. O executivo explica que o retorno avançou consistentemente, atingindo cerca de 16% em meados de 2026. Para perseguir a meta de 30% de ROE, a estratégia é manter a execução de crescimento consistente do negócio, sem recorrer a “milagres” ou riscos desproporcionais. Embora reconheça que os números podem oscilar, Riccio expressa confiança de que o patamar será alcançado na próxima década, sem uma data exata.

Anteriormente, o banco havia anunciado o plano 60-30-30 (60 milhões de clientes, 30% de índice de eficiência e 30% de ROE até 2027), mas as diretrizes foram ajustadas para a métrica ‘Rule of 5’, que combina crescimento percentual da receita com o ROE. Para o CEO, é difícil imaginar que a companhia não atinja o patamar desejado no horizonte de dez anos.

A disputa pela principalidade do cliente

Um pilar fundamental da estratégia do Inter é conquistar a preferência dos clientes que hoje dividem suas operações financeiras entre diversas instituições. Para isso, o banco aposta na oferta de produtos que se integrem à rotina e acompanhem os usuários por muitos anos. Pagamentos e investimentos são exemplos de serviços que, segundo Riccio, fortalecem esse vínculo e ajudam a “principalizar” o cliente.

A disputa pela principalidade envolve a qualidade dos produtos, a facilidade de uso, taxas competitivas e opções de diversificação. O Inter, por exemplo, oferece CDBs de outras instituições em sua própria plataforma, demonstrando uma abordagem transparente. O executivo enfatiza a importância de ofertas claras e sustentáveis, criticando produtos promocionais com rendimentos que dependem de condições pouco transparentes ou limites de aplicação.

O relacionamento com o cliente é visto como uma jornada que pode começar cedo e atravessar diferentes fases da vida. O Inter já abriu cerca de 7 milhões de contas para menores de idade, com 3,5 milhões ainda nessa categoria. O objetivo é atender às necessidades que mudam com o tempo, desde investimentos iniciais até a contratação de seguros e financiamento imobiliário, oferecendo um “porto seguro” financeiro para os cidadãos do Norte Fluminense e de todo o país.

Inteligência Artificial molda o futuro bancário

Se a última década foi marcada pela ascensão dos bancos digitais, a próxima promete uma transformação ainda mais profunda, impulsionada pela Inteligência Artificial (IA). Riccio prevê que a IA mudará radicalmente a forma como as pessoas acessam serviços e interagem com as instituições financeiras, com possibilidades como a realização de tarefas por meio de conversas e comandos de voz.

A tecnologia também permitirá uma personalização ainda maior das ofertas, adaptando a plataforma para atender a públicos com necessidades distintas. O desafio para o Inter será incorporar essas ferramentas aos produtos e à experiência do cliente, mantendo o pioneirismo na identificação de tecnologias úteis. Exemplos como pagamentos com anéis e pulseiras, que oferecem conveniência e agilidade, já demonstram essa busca por inovação.

Apesar do otimismo, o CEO reconhece as incertezas do cenário global, tanto na evolução tecnológica quanto na geopolítica. Nesse ambiente, a companhia pretende sustentar o crescimento com produtos que preservem o relacionamento com os clientes, adaptando-se às mudanças de hábitos. O Inter busca ser um parceiro financeiro confiável e inovador para os consumidores da Costa do Sol e de todo o Interior do RJ.

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