07/10/2026

CEO do Inter revela planos ambiciosos para os próximos 10 anos no mercado financeiro

CEO do Inter revela planos ambiciosos para os próximos 10 anos no mercado financeiro
Juliana Caveiro

O Banco Inter, uma das instituições financeiras digitais de maior destaque no Brasil, projeta uma década de transformações e crescimento acelerado. Após expandir sua base de clientes de 8 mil para impressionantes 45 milhões em apenas dez anos, o desafio agora é aprofundar o relacionamento com esses usuários, convertendo essa conexão em maior lucratividade e retorno para os acionistas. Essa expansão e aprimoramento dos serviços impactam diretamente as opções financeiras disponíveis para os moradores de Rio das Ostras, Macaé e toda a Região dos Lagos, que buscam cada vez mais soluções digitais.

Em entrevista ao Money Times, Alexandre Riccio, CEO do Banco Inter no Brasil, destacou a necessidade de elevar o patamar do negócio para que ele corresponda ao reconhecimento já conquistado pela marca. A meta é ambiciosa: alcançar um Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE) de 30%, partindo dos atuais 16,3%, e consolidar o Inter como o banco principal na vida financeira de seus milhões de clientes.

Transformação e metas de rentabilidade

A trajetória do Inter, conforme descrita por Riccio, pode ser dividida em fases distintas. Entre 2014 e 2016, a prioridade foi a construção do banco digital. Em seguida, a companhia entrou em uma etapa de expansão acelerada, impulsionada por recursos de investidores. O IPO, realizado em 2018, foi crucial para financiar esse crescimento, levando o banco de aproximadamente 400 mil clientes para quase 30 milhões em 2022. Naquele período, o foco era a construção da base e o desenvolvimento de produtos, com a rentabilidade ganhando protagonismo em um momento posterior.

A partir de 2023, a rentabilidade passou a ser um objetivo mais evidente. O executivo explica que o retorno avançou consistentemente, atingindo cerca de 16% em meados de 2026. Para perseguir a meta de 30% de ROE, a estratégia é manter a execução de crescimento consistente do negócio, sem recorrer a “milagres” ou riscos desproporcionais. Embora reconheça que os números podem oscilar, Riccio expressa confiança de que o patamar será alcançado na próxima década, sem uma data exata.

Anteriormente, o banco havia anunciado o plano 60-30-30 (60 milhões de clientes, 30% de índice de eficiência e 30% de ROE até 2027), mas as diretrizes foram ajustadas para a métrica ‘Rule of 5’, que combina crescimento percentual da receita com o ROE. Para o CEO, é difícil imaginar que a companhia não atinja o patamar desejado no horizonte de dez anos.

A disputa pela principalidade do cliente

Um pilar fundamental da estratégia do Inter é conquistar a preferência dos clientes que hoje dividem suas operações financeiras entre diversas instituições. Para isso, o banco aposta na oferta de produtos que se integrem à rotina e acompanhem os usuários por muitos anos. Pagamentos e investimentos são exemplos de serviços que, segundo Riccio, fortalecem esse vínculo e ajudam a “principalizar” o cliente.

A disputa pela principalidade envolve a qualidade dos produtos, a facilidade de uso, taxas competitivas e opções de diversificação. O Inter, por exemplo, oferece CDBs de outras instituições em sua própria plataforma, demonstrando uma abordagem transparente. O executivo enfatiza a importância de ofertas claras e sustentáveis, criticando produtos promocionais com rendimentos que dependem de condições pouco transparentes ou limites de aplicação.

O relacionamento com o cliente é visto como uma jornada que pode começar cedo e atravessar diferentes fases da vida. O Inter já abriu cerca de 7 milhões de contas para menores de idade, com 3,5 milhões ainda nessa categoria. O objetivo é atender às necessidades que mudam com o tempo, desde investimentos iniciais até a contratação de seguros e financiamento imobiliário, oferecendo um “porto seguro” financeiro para os cidadãos do Norte Fluminense e de todo o país.

Inteligência Artificial molda o futuro bancário

Se a última década foi marcada pela ascensão dos bancos digitais, a próxima promete uma transformação ainda mais profunda, impulsionada pela Inteligência Artificial (IA). Riccio prevê que a IA mudará radicalmente a forma como as pessoas acessam serviços e interagem com as instituições financeiras, com possibilidades como a realização de tarefas por meio de conversas e comandos de voz.

A tecnologia também permitirá uma personalização ainda maior das ofertas, adaptando a plataforma para atender a públicos com necessidades distintas. O desafio para o Inter será incorporar essas ferramentas aos produtos e à experiência do cliente, mantendo o pioneirismo na identificação de tecnologias úteis. Exemplos como pagamentos com anéis e pulseiras, que oferecem conveniência e agilidade, já demonstram essa busca por inovação.

Apesar do otimismo, o CEO reconhece as incertezas do cenário global, tanto na evolução tecnológica quanto na geopolítica. Nesse ambiente, a companhia pretende sustentar o crescimento com produtos que preservem o relacionamento com os clientes, adaptando-se às mudanças de hábitos. O Inter busca ser um parceiro financeiro confiável e inovador para os consumidores da Costa do Sol e de todo o Interior do RJ.

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