Vontade de adolescente tem peso na Justiça sobre moradia com um dos pais | Rio das Ostras Jornal

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Vontade de adolescente tem peso na Justiça sobre moradia com um dos pais

Vontade de adolescente tem peso na Justiça sobre moradia com um dos pais

A decisão de um adolescente sobre com qual dos pais deseja morar é uma questão delicada que frequentemente surge em famílias da Região dos Lagos e do Norte Fluminense. Muitos pais se questionam se a vontade expressa de um jovem de 16 anos é suficiente para alterar um regime de convivência já estabelecido judicialmente, como no caso de uma leitora que compartilhou sua dúvida com o portal.

Embora a maturidade do adolescente seja um fator relevante e reconhecido, a Justiça busca um equilíbrio entre o direito de escuta do jovem e o princípio de seu melhor interesse. Especialistas apontam que a manifestação de desejo do adolescente, embora importante, precisa ser compreendida dentro de um contexto mais amplo de fatores emocionais e relacionais.

A voz do adolescente na perspectiva psicológica

Segundo a psicanalista e perita em Vara de Família Renata Bento, a vontade de um jovem de 16 anos possui grande relevância psicológica. Reflete um estágio de maior capacidade reflexiva e autonomia, características marcantes da adolescência. Contudo, essa vontade, por si só, não costuma ser o único fator determinante para a alteração do regime de convivência.

Nas avaliações psicológicas, busca-se compreender os significados emocionais por trás dessa recusa ou desejo. O foco é identificar se a posição do adolescente decorre de conflitos persistentes, sofrimento, dificuldades na comunicação familiar ou influência de fatores externos. A análise aprofunda-se nos aspectos psíquicos e relacionais que sustentam sua posição, visando sempre o bem-estar e o desenvolvimento saudável.

O papel da Justiça e o melhor interesse do jovem

A Justiça, ao analisar esses casos, equilibra o direito à escuta e à participação do adolescente com o princípio fundamental de seu melhor interesse. Isso significa que a opinião do jovem tem peso relevante, mas é analisada em conjunto com outros aspectos cruciais, como o ambiente emocional, a dinâmica familiar e o contexto geral em que o jovem está inserido.

Conforme destaca Átila Alexandre Nunes, coordenador do serviço Reclamar Adianta, o objetivo primordial da Justiça vai além de definir com qual dos pais o adolescente vai morar. A meta é preservar vínculos familiares saudáveis sempre que possível. A decisão final visa garantir o desenvolvimento saudável do adolescente e sua proteção integral, considerando todos os elementos apresentados no processo. Para dúvidas ou orientações, o serviço gratuito Reclamar Adianta oferece atendimento através do site reclamaradianta.com.br.

O Rio das Ostras Jornal acompanha de perto as questões que impactam as famílias da Região dos Lagos e do Norte Fluminense. Continue acompanhando o portal para mais informações e orientações sobre direitos e bem-estar familiar.

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