O presidente do Comitê de Arbitragem da Fifa, Pierluigi Collina, afirmou que as decisões da equipe de arbitragem da Copa do Mundo de 2026 são tomadas de forma independente e negou qualquer tipo de influência política sobre os árbitros escalados para a competição.
As declarações foram feitas em meio às discussões envolvendo
a atuação da arbitragem em partidas do torneio e após críticas direcionadas ao
árbitro brasileiro Raphael Claus, responsável pela expulsão do atacante Folarin
Balogun durante o confronto entre Estados Unidos e adversário nas oitavas
de final.
Defesa da independência da arbitragem
Segundo Collina, colocar em dúvida a honestidade dos
árbitros representa um risco para a segurança desses profissionais e de seus
familiares.
O dirigente ressaltou que os integrantes do quadro de
arbitragem da Fifa atuam com imparcialidade e que as decisões são tomadas de
acordo com a interpretação das regras do jogo.
"Quando isso acontece, pode provocar reações que
resultam em ameaças contra eles e suas famílias. Isso não é aceitável."
Collina também reforçou que nem mesmo a direção da Fifa
interfere nas decisões tomadas durante as partidas.
"Ninguém pode afirmar que a arbitragem da Fifa pode ser
influenciada por qualquer pessoa, nem mesmo pelo presidente Gianni Infantino.
Os árbitros tomam decisões honestas e, assim como jogadores e técnicos, sempre
dão o melhor de si."
Lances de Argentina e Egito
O chefe da arbitragem também comentou os principais lances
da partida entre Argentina e Egito, válida pelas quartas de final da Copa do
Mundo, que gerou reclamações da delegação egípcia.
Um dos episódios ocorreu após o VAR recomendar a revisão de
um gol marcado pelo Egito. A arbitragem identificou uma falta cometida ainda no
início da jogada ofensiva, levando ao cancelamento do lance.
De acordo com Collina, o protocolo do árbitro de vídeo prevê
esse tipo de revisão sempre que uma infração na origem da jogada tiver
influência direta no gol.
Segundo ele, não existe um limite de tempo ou distância
entre a falta e a conclusão da jogada para que a revisão seja realizada.
Contato entre Salah e Julián Álvarez
Outro momento contestado aconteceu em uma disputa envolvendo
Mohamed Salah e Julián Álvarez na área argentina.
Enquanto a comissão técnica egípcia pediu a marcação de
falta, a arbitragem de campo e o VAR entenderam que o contato fazia parte de
uma disputa normal pela bola.
Collina explicou que a interpretação desse tipo de lance
depende da avaliação da equipe de arbitragem.
Segundo ele, uma infração é caracterizada quando há contato
irregular, como pisão no adversário, enquanto disputas em que o defensor toca
primeiro na bola podem ser consideradas legais, dependendo da dinâmica da
jogada.
Fifa destaca confiança no trabalho dos árbitros
Apesar das discussões provocadas por decisões em diferentes
partidas da Copa do Mundo, Collina afirmou que a entidade está satisfeita com o
desempenho apresentado pela arbitragem durante o torneio.
O dirigente reconheceu que determinadas jogadas envolvem
interpretação e, por isso, podem gerar opiniões divergentes, mas reiterou que
todas as decisões seguem os protocolos estabelecidos pela Comissão de
Arbitragem da Fifa e pelas regras oficiais do futebol.

0 comentários:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!