09/07/2026

Chefe da arbitragem da Fifa rebate críticas e defende atuação dos árbitros na Copa do Mundo

Pierluigi Collina é o chefe de arbitragem da Fifa 
 Foto: Divulgação/Fifa

O presidente do Comitê de Arbitragem da Fifa, Pierluigi Collina, afirmou que as decisões da equipe de arbitragem da Copa do Mundo de 2026 são tomadas de forma independente e negou qualquer tipo de influência política sobre os árbitros escalados para a competição.

As declarações foram feitas em meio às discussões envolvendo a atuação da arbitragem em partidas do torneio e após críticas direcionadas ao árbitro brasileiro Raphael Claus, responsável pela expulsão do atacante Folarin Balogun durante o confronto entre Estados Unidos e adversário nas oitavas de final.

Defesa da independência da arbitragem

Segundo Collina, colocar em dúvida a honestidade dos árbitros representa um risco para a segurança desses profissionais e de seus familiares.

O dirigente ressaltou que os integrantes do quadro de arbitragem da Fifa atuam com imparcialidade e que as decisões são tomadas de acordo com a interpretação das regras do jogo.

"Quando isso acontece, pode provocar reações que resultam em ameaças contra eles e suas famílias. Isso não é aceitável."

Collina também reforçou que nem mesmo a direção da Fifa interfere nas decisões tomadas durante as partidas.

"Ninguém pode afirmar que a arbitragem da Fifa pode ser influenciada por qualquer pessoa, nem mesmo pelo presidente Gianni Infantino. Os árbitros tomam decisões honestas e, assim como jogadores e técnicos, sempre dão o melhor de si."

Lances de Argentina e Egito

O chefe da arbitragem também comentou os principais lances da partida entre Argentina e Egito, válida pelas quartas de final da Copa do Mundo, que gerou reclamações da delegação egípcia.

Um dos episódios ocorreu após o VAR recomendar a revisão de um gol marcado pelo Egito. A arbitragem identificou uma falta cometida ainda no início da jogada ofensiva, levando ao cancelamento do lance.

De acordo com Collina, o protocolo do árbitro de vídeo prevê esse tipo de revisão sempre que uma infração na origem da jogada tiver influência direta no gol.

Segundo ele, não existe um limite de tempo ou distância entre a falta e a conclusão da jogada para que a revisão seja realizada.

Contato entre Salah e Julián Álvarez

Outro momento contestado aconteceu em uma disputa envolvendo Mohamed Salah e Julián Álvarez na área argentina.

Enquanto a comissão técnica egípcia pediu a marcação de falta, a arbitragem de campo e o VAR entenderam que o contato fazia parte de uma disputa normal pela bola.

Collina explicou que a interpretação desse tipo de lance depende da avaliação da equipe de arbitragem.

Segundo ele, uma infração é caracterizada quando há contato irregular, como pisão no adversário, enquanto disputas em que o defensor toca primeiro na bola podem ser consideradas legais, dependendo da dinâmica da jogada.

Fifa destaca confiança no trabalho dos árbitros

Apesar das discussões provocadas por decisões em diferentes partidas da Copa do Mundo, Collina afirmou que a entidade está satisfeita com o desempenho apresentado pela arbitragem durante o torneio.

O dirigente reconheceu que determinadas jogadas envolvem interpretação e, por isso, podem gerar opiniões divergentes, mas reiterou que todas as decisões seguem os protocolos estabelecidos pela Comissão de Arbitragem da Fifa e pelas regras oficiais do futebol.

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