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A aclamada franquia God of War entra em uma fase inédita com o anúncio oficial de God of War: Laufey. Revelado durante o State of Play, o novo capítulo principal da saga surpreende ao colocar Faye, a esposa de Kratos e mãe de Atreus, no centro da narrativa, deixando o espartano em segundo plano pela primeira vez em muitos anos.
Faye, figura crucial na era nórdica da franquia, nunca havia tido uma participação ativa nos jogos anteriores. Sua morte, inclusive, foi o catalisador dos eventos de God of War (2018), impulsionando a jornada que redefiniu o destino dos personagens. Agora, a história dela será finalmente contada, prometendo expandir o universo conhecido.
A escolha do título Laufey, em vez de Faye, não é aleatória. Ela mergulha profundamente na mitologia nórdica e na própria lore construída pela Santa Monica Studio, revelando muito sobre a nova ambientação da série e os temas que guiarão esta aventura épica.
A ascensão de Laufey: o verdadeiro nome de Faye
Para os fãs da franquia, a personagem interpretada por Deborah Ann Woll sempre foi conhecida como Faye. No entanto, esse é apenas um apelido. Seu verdadeiro nome é Laufey, a Justa, uma das gigantes mais respeitadas do reino de Jötunheim no universo de God of War.
Nos jogos anteriores, Mimir já havia revelado que Laufey era uma heroína lendária entre os gigantes, reconhecida por sua bravura ao ajudar os mais fracos, desafiar Odin e combater a opressão dos deuses Aesir. Sua força era tamanha que ela chegou a enfrentar Thor em combate direto, deixando marcas permanentes em Vanaheim.
O título do jogo sinaliza que a trama irá além do papel de "esposa de Kratos", explorando sua identidade como uma entidade mítica poderosa. Ariel Lawrence, diretora de God of War: Laufey, explicou em entrevista à IGN que a intenção do estúdio é desvendar a trajetória de uma personagem fundamental, mas até então envolta em mistério. "Sempre contaremos histórias sobre Kratos, mas essa foi uma oportunidade de falar sobre alguém que foi tão fundamental para o início de tudo", afirmou Lawrence.
Everywhen: uma nova dimensão de deuses e mistérios
Uma das maiores revelações foi que o novo jogo não é uma prequel. A aventura de Faye começa exatamente no momento de sua cremação, na abertura de God of War (2018). Em vez de desaparecer, ela desperta em uma dimensão enigmática chamada Everywhen, um plano de existência que funciona como uma espécie de vida após a morte para os deuses.
Nesse novo universo, Faye descobre que os planos que meticulosamente preparou para proteger Kratos e Atreus estão sob ameaça. Para salvá-los, ela precisará atravessar esse reino estranho, enfrentando entidades divinas de diferentes mitologias. O Everywhen é descrito pelos desenvolvedores como o local onde toda magia nasce e para onde retorna, um cenário completamente distinto dos reinos nórdicos explorados anteriormente.
O diretor criativo Cory Barlog comparou o Everywhen a uma prisão habitada por deuses de diversos panteões, todos em constante disputa por poder. Essa premissa abre caminho para encontros inéditos e promete expandir significativamente o universo da franquia, apresentando ambientes sombrios, repletos de magia, criaturas aprisionadas, portais gigantescos e paisagens que desafiam a lógica.
Conexões mitológicas e o futuro da saga
A presença de Laufey na mitologia nórdica, como mãe de Loki (que inspirou Atreus na franquia), é um ponto crucial. Nos textos mitológicos, Loki é frequentemente chamado de Laufeyjarson, "filho de Laufey", uma particularidade notável, já que a identificação pelo nome do pai era mais comum. A Santa Monica Studio reinterpretou essa conexão, dando a Laufey um papel central na origem de Loki e uma importância própria como guerreira e protetora dos gigantes.
Apesar do foco em Faye, Kratos e Atreus não foram deixados de lado. O estúdio confirmou que os eventos de Laufey acontecem paralelamente aos acontecimentos de God of War (2018) e God of War Ragnarök, conectando-se diretamente à linha do tempo principal. Barlog ressaltou que o jogo não é uma história paralela, mas um novo capítulo que revela eventos ocorrendo nos bastidores enquanto Kratos e Atreus viviam suas próprias jornadas.
Os primeiros exemplos da expansão mitológica já foram vistos no trailer, com a confirmação de personagens como Sekhmet, a deusa egípcia da guerra, e Begtse, uma divindade da guerra inspirada no folclore mongol. Isso reforça a teoria de que God of War caminha para um universo compartilhado entre diferentes mitologias, algo que a Santa Monica vinha sugerindo desde a saga nórdica.
God of War: Laufey ainda não tem data de lançamento, mas chegará futuramente ao PS5. O Rio das Ostras Jornal acompanha todas as novidades do mundo dos games e da tecnologia.
Saiba mais sobre o anúncio de God of War Laufey no Voxel.
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