
Os metroviários de São Paulo decidiram, em assembleia realizada na noite desta terça-feira (12), cancelar a greve que estava marcada para começar nesta quarta-feira (13). Com a decisão, as linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata do Metrô operarão normalmente, garantindo o transporte de milhões de passageiros na capital paulista.
A votação, que ocorreu na sede do sindicato da categoria, no bairro Belém, zona leste da capital, foi decisiva. A proposta apresentada pelo Metrô foi aceita por 1.500 votos, superando os 1.294 votos a favor da paralisação, com 146 abstenções. Este resultado evita transtornos significativos para a rotina da cidade.
Acordo garante reajuste e normalidade no metrô
A categoria aceitou a proposta do Metrô que prevê um reajuste salarial de 4,47%. Este percentual foi o ponto central das negociações que culminaram na desistência da greve, trazendo alívio para os usuários do sistema de transporte.
Apesar da aceitação do reajuste, as principais reivindicações dos metroviários iam além. A demanda mais urgente era a abertura de concurso público para a reposição do quadro de funcionários. Segundo o sindicato, o número de trabalhadores ativos foi drasticamente reduzido nos últimos anos, contando atualmente com 5.663 funcionários.
Reivindicações persistentes da categoria
A diretora de imprensa do sindicato, Camila Lisboa, destacou que não há concurso para novas contratações há mais de dez anos. Essa lacuna tem gerado uma sobrecarga de funções e um aumento no adoecimento dos trabalhadores, impactando diretamente a qualidade de vida e a segurança operacional.
Outras reivindicações importantes incluíam a busca por igualdade salarial entre funcionários que exercem as mesmas funções, a abertura de negociações sobre a Participação nos Resultados (PR) e mudanças no plano de saúde. O sindicato alegava que a gestão estadual planejava dobrar o desconto e aumentar os custos de internações, o que gerava grande preocupação entre os trabalhadores.
Os metroviários tentaram negociar esses pontos com a direção do Metrô e com o governo estadual, mas, até a assembleia, afirmavam que não havia avanço nas discussões. A aceitação da proposta de reajuste, contudo, foi suficiente para suspender a paralisação.
Histórico de mobilizações
A categoria já havia aprovado um “estado de greve” em 10 de fevereiro deste ano, embora a paralisação não tenha se concretizado na ocasião. A última greve dos metroviários de São Paulo ocorreu em 28 de novembro de 2023, em uma mobilização conjunta que incluiu trabalhadores da CPTM, Sabesp, professores e servidores da Fundação Casa, evidenciando a força e a união da classe em momentos de insatisfação.
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