
O deputado federal Marcelo Queiroz (PSDB) teve seu patrimônio pessoal ampliado em impressionantes 665% durante o período em que supostas fraudes em contratos da Secretaria de Agricultura do estado do Rio de Janeiro estavam em curso. A informação, revelada pela Polícia Federal (PF), é o cerne de uma operação deflagrada nesta terça-feira (12) que mira o parlamentar e outros envolvidos.
O levantamento da PF, enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), aponta que Queiroz, então secretário de Agricultura, tinha pleno conhecimento das irregularidades e teria contribuído ativamente para a continuidade do esquema. A investigação sugere que o engajamento do deputado com a causa animal pode ter sido motivado por esses contratos fraudulentos, visando gerar votos e prestígio político na Região dos Lagos e Norte Fluminense.
PF detalha esquema milionário na Secretaria de Agricultura
A Polícia Federal, em seu relatório ao STF, detalha que Marcelo Queiroz, que ocupou a Secretaria Estadual de Agricultura entre 2019 e 2023, manteve laços com o grupo investigado mesmo após deixar a pasta. A operação desta terça-feira (12) cumpre mandados em pelo menos 12 endereços no Rio de Janeiro e em São Paulo, resultando na apreensão de joias, veículos e milhares de reais em espécie, além do celular do deputado.
O parlamentar foi abordado pelos agentes no Aeroporto Santos Dumont, no Rio, enquanto se preparava para embarcar em um voo com destino a Brasília. Os envolvidos são investigados por fraudes em licitações e organização criminosa, crimes que teriam desviado milhões dos cofres públicos estaduais.
Consulvet: Empresa criada às vésperas de contratos milionários
No centro das supostas fraudes está a empresa Consulvet, que, segundo a PF, foi criada em julho de 2021, apenas três meses antes da assinatura do seu primeiro contrato com a Secretaria de Agricultura. Um dos sócios da Consulvet na época dos acordos era Antônio Emílio Santos, ex-diretor administrativo e financeiro da própria Secretaria de Agricultura, que teve participação direta na convocação da licitação.
Apesar de ter sido registrada com um capital social modesto de R$ 20 mil e sem filiais, a Consulvet rapidamente assinou contratos que somaram mais de R$ 8,3 milhões ainda em 2021. O relatório da PF revela que, ao contabilizar os acordos celebrados até 2023, o montante total ultrapassa a impressionante marca de R$ 193 milhões.
Como secretário durante todo esse período, Marcelo Queiroz foi o responsável por autorizar os aditivos contratuais que inflacionaram os valores pagos à Consulvet, levantando sérias suspeitas sobre sua conduta e a lisura dos processos. A investigação detalha como o esquema operava.
Foro privilegiado leva caso ao Supremo Tribunal Federal
A complexidade do caso e o envolvimento de um deputado federal conferem foro privilegiado a Marcelo Queiroz, motivo pelo qual a investigação tramita diretamente no Supremo Tribunal Federal (STF). Este mecanismo legal garante que autoridades com certos cargos sejam julgadas por instâncias superiores, assegurando a imparcialidade e a relevância institucional do processo.
A operação da PF ressalta o compromisso das autoridades em combater a corrupção em todas as esferas, buscando garantir a transparência e a correta aplicação dos recursos públicos, essenciais para o desenvolvimento de cidades como Rio das Ostras e Macaé, que dependem de gestões íntegras.
O Rio das Ostras Jornal acompanha de perto os desdobramentos desta importante investigação.
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