Investigação aponta erro médico fatal na morte de Benício por overdose de adrenalina em Manaus | Rio das Ostras Jornal

Investigação aponta erro médico fatal na morte de Benício por overdose de adrenalina em Manaus

Imagem gerada com IA
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A Polícia Civil do Amazonas concluiu que a morte do menino Benício, de apenas 6 anos, foi causada por uma overdose de adrenalina administrada de forma equivocada em um hospital particular de Manaus. A trágica conclusão da investigação foi divulgada neste domingo (3) pelo programa Fantástico, da TV Globo, e levanta sérias questões sobre a segurança do paciente e a responsabilidade profissional na área da saúde.

médico: cenário e impactos

O caso, que chocou o país, remonta a novembro de 2022, quando Benício deu entrada no Hospital Santa Júlia com um quadro de tosse seca, sem gravidade aparente. No entanto, a médica Juliana Brasil prescreveu adrenalina para aplicação intravenosa, um medicamento de alta vigilância que, para o caso do menino, deveria ter sido utilizado por inalação. A mãe da criança chegou a questionar o procedimento, alertando que o filho nunca havia recebido o remédio na veia, mas a técnica de enfermagem Raiza Bentes seguiu a prescrição.

A conduta da médica sob investigação

A médica Juliana Brasil foi indiciada por homicídio doloso com dolo eventual, fraude processual e falsidade ideológica. A investigação revelou que, durante o atendimento a Benício, a médica estaria trocando mensagens no celular sobre a venda de cosméticos e recebendo pagamentos via Pix, o que a polícia interpretou como uma total indiferença ao estado de saúde da criança. O dolo eventual ocorre quando o agente assume o risco de produzir o resultado morte, mesmo sem a intenção direta de matar.

Além disso, a Dra. Juliana tentou se eximir da responsabilidade ao apresentar à Justiça um vídeo que alegava falha no sistema eletrônico do hospital. Contudo, a perícia técnica comprovou que o sistema não apresentou qualquer problema. Mensagens encontradas no celular da médica indicam que ela chegou a oferecer dinheiro para que alguém gravasse um vídeo que sustentasse sua versão, configurando a acusação de fraude processual e falsidade ideológica.

A atuação da técnica de enfermagem e a falha nos protocolos

A técnica de enfermagem Raiza Bentes, que atuava há apenas sete meses na função, também foi indiciada por homicídio doloso com dolo eventual. Depoimentos colhidos durante a investigação apontam que outra profissional chegou a orientá-la a aplicar o medicamento por inalação e até preparou o kit de nebulização. No entanto, Raiza ignorou os protocolos de segurança, incluindo a dupla checagem, e administrou a adrenalina diretamente na veia de Benício.

Minutos após a aplicação, o menino Benício passou mal e foi rapidamente transferido para a “sala vermelha”. Ele faleceu cerca de 14 horas depois, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital. Os advogados de Raiza Bentes informaram que ela está suspensa do exercício profissional e não pretende retornar à atividade, um desfecho que reflete a gravidade das acusações e o impacto do caso em sua carreira.

Responsabilidade do hospital e a busca por justiça

A investigação da Polícia Civil do Amazonas não se limitou aos profissionais diretamente envolvidos no atendimento. Dois diretores do Hospital Santa Júlia foram indiciados por homicídio culposo, que se caracteriza pela morte sem intenção, mas decorrente de negligência, imprudência ou imperícia. A polícia concluiu que a unidade de saúde operava com um número insuficiente de enfermeiros e sem a presença de um farmacêutico para conferir as prescrições médicas, priorizando a redução de custos em detrimento da segurança dos pacientes.

O hospital, por sua vez, informou que ainda não foi notificado oficialmente sobre o indiciamento de seus diretores e reafirmou seu compromisso com a segurança dos pacientes. A mãe de Benício, Joyce Xavier de Carvalho, expressou seu desabafo e a busca por justiça ao Fantástico: “Os responsáveis precisam ser punidos pelo que aconteceu, até mesmo para que outras crianças, outras famílias não venham passar o que a gente está passando.” O caso de Benício serve como um alerta para a importância da vigilância e do cumprimento rigoroso dos protocolos de segurança em todas as unidades de saúde, não apenas em Manaus, mas em todo o Brasil, incluindo cidades como Rio das Ostras e Macaé, na Região dos Lagos.

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Fonte: gazetabrasil.com.br

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