
O Rio de Janeiro e cidades vizinhas, como Niterói e Nova Iguaçu, sediam a segunda edição do Circuito Cultural Culinária da Terra. De 22 de maio a 7 de junho, 18 bares se unem ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em um festival que celebra a agricultura familiar.
Com o tema “Comida da terra com alma de boteco”, o circuito busca aproximar o público urbano da produção rural e fortalecer a comercialização de alimentos cultivados em assentamentos do MST no estado do Rio. A abertura oficial acontece no dia 22 de maio, a partir das 18h, no bar Miudinho, no Maracanã.
A Essência do Circuito Culinária da Terra
A iniciativa reúne nomes tradicionais da gastronomia carioca, como Bar da Frente, Baródromo, Bar da Lapa, Casa Porto e Os Imortais, além de estabelecimentos em Niterói e Nova Iguaçu. A proposta central é valorizar a culinária popular brasileira, utilizando insumos produzidos sem agrotóxicos, diretamente de cooperativas do MST. Para mais informações sobre a produção agroecológica e a atuação do movimento, o site oficial do MST oferece um panorama completo.
Durante o festival, os frequentadores poderão experimentar petiscos exclusivos, criados especialmente para o evento, com preços que variam entre R$ 30 e R$ 40. Ingredientes como taioba, ora-pro-nóbis, milho, feijão, abóbora e mandioca são a base dessas criações, garantindo frescor e autenticidade aos pratos.
Impacto Econômico e Social da Iniciativa
Além da experiência gastronômica, o Circuito Culinária da Terra gera um impacto econômico direto nas comunidades rurais. Segundo a organização, 30% da arrecadação com a venda dos petiscos é destinada aos assentamentos participantes, contribuindo para investimentos na produção agrícola e na estrutura das cooperativas.
A edição anterior do festival, que movimentou mais de 600 petiscos vendidos e utilizou cerca de 700 kg de alimentos, demonstrou o potencial da parceria. Para 2026, a expectativa é de um crescimento ainda maior, impulsionado pelo aumento no número de bares participantes e pela ampliação do período do evento.
Sabores da Terra: Destaques do Cardápio
A diversidade de sabores é um dos pontos altos do circuito. Entre as criações, destacam-se pratos inovadores que resgatam a riqueza dos ingredientes brasileiros. No Bar da Frente, por exemplo, o público pode saborear uma Polentinha Cremosa com Frango e Quiabo, utilizando fubá, creme de leite, queijo e quiabo do MST.
Já no Baixela, a sugestão é a Galinhada Constitucional, preparada com arroz cateto branco, extrato de tomate, rapadura, cachaça branca e uma variedade de temperos frescos. Para quem busca opções diferentes, o Botica oferece uma Lasanha frita de abóbora, pupunha, ora-pro-nobis e castanha de caju, valorizando produtos agroecológicos.
Em Niterói, o bar Não me Torra apresenta o Arancini Brasiliano Cristalina, que combina arroz de risoto, queijo colonial, abóbora baianinha, pimenta biquinho, cajuína e mel orgânico. Essas são apenas algumas das opções que mostram a criatividade dos chefs e a qualidade dos produtos da Reforma Agrária.
Conexão Campo-Cidade e Soberania Alimentar
A iniciativa vai além da gastronomia, funcionando como uma rede de fortalecimento da agricultura familiar e de conscientização sobre a soberania alimentar. A vereadora Maíra do MST (PT) e a deputada estadual Marina do MST (PT) ressaltam o papel do circuito em aproximar o campo da cidade e ampliar o debate sobre o consumo de alimentos saudáveis.
“Comer é um ato político e de resistência”, afirmam as organizadoras, destacando que cada prato servido carrega a história de quem produz os alimentos no campo. O festival reforça a importância de escolhas alimentares conscientes e do apoio à produção local e sustentável.
O Rio das Ostras Jornal acompanha o caso e incentiva a participação neste evento que celebra a cultura, a gastronomia e a agricultura familiar na Região dos Lagos e em todo o Norte Fluminense.
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