20/05/2026

Policial civil é denunciado pelo MPRJ por matar passageira de carro de aplicativo no Pechincha

Imagem gerada com IA
Imagem gerada com IA

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou, nesta terça-feira (19), o policial civil Frede Uilson Souza de Jesus pela morte da designer de sobrancelhas Thamires Rodrigues de Souza de Jesus. A tragédia ocorreu após uma discussão de trânsito no bairro do Pechincha, em Jacarepaguá, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro, e choca a população, gerando debates sobre segurança pública e a conduta de agentes da lei em todo o estado.

De acordo com a denúncia da 2ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Especializada do Núcleo Rio de Janeiro, o incidente fatal teve início com um desentendimento. O policial civil se envolveu em uma discussão com um motorista de aplicativo, após uma manobra que bloqueou a passagem do veículo que Frede Uilson dirigia. A situação escalou rapidamente para a violência, resultando na morte de uma inocente.

Detalhes da Tragédia e a Ação do Policial

Após a acalorada discussão, Frede Uilson Souza de Jesus efetuou disparos em direção ao carro de aplicativo. Thamires Rodrigues de Souza de Jesus, que era passageira e estava sentada no banco traseiro, foi atingida nas costas. A designer foi socorrida e levada a um hospital da região, mas infelizmente não resistiu aos graves ferimentos, vindo a óbito.

O MPRJ classifica o crime como cometido por motivo fútil, destacando que uma simples briga de trânsito levou a um desfecho fatal. A denúncia ressalta ainda que a vítima não teve qualquer chance de defesa diante da agressão. Além disso, o Ministério Público aponta que o disparo foi realizado em uma via pública movimentada, colocando em risco a vida de outras pessoas, e que a arma utilizada era de uso restrito, agravando a conduta do policial.

Pedidos da Promotoria e o Futuro do Caso

Diante da gravidade dos fatos, a Promotoria de Justiça está requerendo que o policial civil Frede Uilson Souza de Jesus seja julgado pelo Tribunal do Júri. Este tipo de julgamento é reservado para crimes dolosos contra a vida, garantindo que a sociedade, através de seus representantes, decida sobre a culpa ou inocência do réu.

Como medida para garantir a ordem pública e a aplicação da lei, o MPRJ também solicitou a prisão preventiva de Frede Uilson. Adicionalmente, o Ministério Público pleiteia uma indenização mínima de R$ 100 mil para a família da vítima, buscando algum tipo de reparação pelo irreparável dano causado. O caso, que já gerou grande repercussão na capital, acende um alerta para a segurança e a responsabilidade no trânsito, temas de interesse em todo o estado do Rio de Janeiro, incluindo Rio das Ostras e a Região dos Lagos.

O Rio das Ostras Jornal acompanha o caso e trará novas informações sobre o desdobramento deste trágico evento que abala a confiança na segurança pública e na conduta de agentes do estado.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!