
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), rejeitou nesta quinta-feira (21 de maio de 2026) os pedidos para a instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) destinada a investigar o Banco Master. A decisão, segundo o senador, é uma prerrogativa da Mesa Diretora da Casa, gerando um intenso debate durante a sessão conjunta do Congresso Nacional.
Alcolumbre se recusou a proceder com a leitura dos requerimentos, que somam ao menos cinco solicitações de deputados e senadores para a criação do colegiado. A postura do presidente gerou forte pressão de diversas bancadas, incluindo o PT e o PL, que defendiam a imediata abertura da CPMI.
Rejeição e a prerrogativa da presidência
Durante a sessão, o senador Davi Alcolumbre foi enfático ao justificar sua decisão, afirmando que a leitura de requerimentos é um ato discricionário da presidência do Congresso Nacional. “Requerimentos de leituras de matérias devem ser objeto de despacho da presidência. Portanto, o momento da leitura é um ato discricionário da presidência da mesa do Congresso Nacional”, declarou Alcolumbre.
Essa interpretação, no entanto, contraria o regimento interno, que estabelece a obrigatoriedade da leitura de um requerimento de CPMI na sessão seguinte do Congresso, uma vez que o documento atinja o número mínimo de 171 assinaturas. A instalação da comissão depende diretamente dessa leitura, que formaliza o início dos trabalhos investigativos.
Pressão política e o desafio de Flávio Bolsonaro
A recusa de Alcolumbre em instalar a CPMI do Banco Master provocou reações imediatas e unânimes de diversos partidos. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi um dos mais veementes defensores da abertura do colegiado. Ele desafiou publicamente o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, a comparecer a uma eventual CPI para esclarecer suas relações com o próprio Flávio, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e com o ministro Alexandre de Moraes.
Em sua fala, Flávio Bolsonaro sugeriu que a esquerda estaria receosa da investigação, questionando: “Pessoal da esquerda, levanta a mão quem assinou a CPMI do Banco Master?”. A pressão sobre a presidência do Senado reflete a polarização política e o interesse em aprofundar as investigações sobre as atividades do banco.
Controvérsia sobre o Banco Master e financiamento de filme
A demanda pela CPMI do Banco Master ganhou força após a divulgação de informações que ligam o banco a figuras políticas proeminentes. Na semana anterior à sessão, o site Intercept Brasil revelou um áudio em que o senador Flávio Bolsonaro solicita recursos a Daniel Vorcaro para financiar o filme “Dark Horse”, uma produção que narra a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) até a Presidência da República.
Após a divulgação do áudio, Flávio Bolsonaro confirmou o pedido de dinheiro ao fundador do Banco Master, mas ressaltou que os recursos seriam de origem privada. A controvérsia em torno do financiamento do filme e as relações do banco com políticos adicionam camadas de complexidade ao pedido de investigação, tornando a CPMI um ponto central no debate político nacional.
Decisões como esta, tomadas em Brasília, reverberam por todo o país, impactando a percepção pública e o cenário político em regiões como Rio das Ostras, Macaé e toda a Região dos Lagos, no Norte Fluminense. O Rio das Ostras Jornal acompanha o caso.
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