
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira um acordo de cessar-fogo de dez dias entre Líbano e Israel. A trégua está prevista para começar a partir da noite de hoje.
A iniciativa surge como uma das principais exigências do Irã para a continuidade das negociações diplomáticas com os Estados Unidos.
Trump afirmou ter tido “excelentes conversas” com o presidente libanês, Joseph Aoun, e com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. Segundo o chefe da Casa Branca, ambos os líderes concordaram em iniciar formalmente o cessar-fogo às 17h, horário de Brasília.
O presidente americano expressou otimismo, declarando que “ambos os lados querem ver a paz, e acredito que isso acontecerá, em breve!”. A declaração foi feita em uma rede social, destacando o papel dos EUA na mediação.
Reações e Desafios
No Líbano, o parlamentar do Hezbollah, Ibrahim al-Musawi, informou à agência francesa AFP que o grupo respeitará o acordo. Contudo, essa adesão está condicionada à cessação dos ataques israelenses em território libanês.
O governo em Tel Aviv, por sua vez, não se manifestou publicamente de imediato sobre o anúncio. Posteriormente, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu teria informado que concordou com o cessar-fogo a pedido de Trump.
A oposição a Netanyahu criticou o que chamou de cessar-fogo “imposto” a Israel. Um oficial militar israelense, citado pelo jornal Ynet, teria afirmado que as tropas permaneceriam no território libanês, apesar da trégua.
O presidente libanês, Joseph Aoun, agradeceu a Trump pelos esforços. Em comunicado, ele expressou o desejo de que os esforços pela paz permanente na região continuem. O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, também saudou o anúncio nas redes sociais.
Salam classificou o cessar-fogo como uma “reivindicação libanesa central” pela qual o país se empenhou. Ele destacou que este foi o objetivo primordial no encontro de Washington na terça-feira.
Representantes de Israel e do Líbano se reuniram em Washington nesta semana, marcando o primeiro encontro desde 1983. Naquele ano, Israel invadiu o Líbano pela primeira vez, intensificando as tensões regionais.
Histórico do Conflito
A atual fase da guerra entre Israel e Líbano teve início em outubro de 2023. Na ocasião, o Hezbollah começou ataques contra o norte de Israel em solidariedade ao povo palestino, diante dos massacres na Faixa de Gaza.
Em novembro de 2024, um acordo de cessar-fogo foi costurado entre o grupo político-militar xiita e Tel Aviv. No entanto, esse acordo não foi plenamente respeitado por Israel, que continuou realizando ataques no Líbano.
Com o início da agressão contra o Irã, em 28 de fevereiro, o Hezbollah voltou a atacar Israel. A ação foi uma resposta às violações sistemáticas do cessar-fogo e em retaliação ao assassinato do líder Supremo do Irã, Ali Khamenei.
No dia 8 de abril, um novo cessar-fogo foi anunciado para a guerra no Irã, mediado pelo Paquistão. Contudo, Israel continuou com ataques no Líbano, desrespeitando novamente o acordo.
O Irã vinha exigindo que o Líbano entrasse em um cessar-fogo para continuar as negociações com os EUA. A segunda rodada de conversas entre Irã e EUA estava prevista para os próximos dias.
O conflito entre Israel e o Hezbollah remonta à década de 1980. A milícia xiita foi criada em reação à invasão e ocupação de Israel no Líbano, que visava perseguir grupos palestinos que buscavam refúgio no país vizinho.
Em 2000, o Hezbollah conseguiu expulsar os israelenses do país. Ao longo dos anos, o grupo se tornou um partido político com assentos no Parlamento e participação em governos. O Líbano ainda foi atacado pelo governo de Israel em 2006, 2009 e 2011. Para mais informações, consulte a Agência Brasil.
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Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
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