
A Prefeitura do Rio de Janeiro anunciou um robusto investimento de R$ 20 milhões destinado à expansão da malha cicloviária da cidade. A medida, apresentada em coletiva de imprensa na última segunda-feira, dia 6, pelo prefeito Eduardo Cavaliere (PSD) e o secretário de Transportes, Jorge Arraes, vem acompanhada da regulamentação da circulação de bicicletas elétricas, patinetes e ciclomotores, marcando um passo significativo para a mobilidade urbana carioca.
O projeto prevê a implantação de 50 km de novas ciclovias e ciclofaixas, com a conclusão estimada para 2028, alinhando-se ao término da atual gestão. A Zona Norte da cidade será a região mais beneficiada por essa ampliação. A iniciativa ganha um contorno de urgência e relevância social, especialmente após o recente e trágico atropelamento de uma mulher de 39 anos e seu filho de 9, que utilizavam uma bicicleta elétrica na Tijuca, ocorrido na semana anterior ao anúncio.
Além do investimento nas ciclovias, a cidade também receberá 70 km de motofaixas, com um aporte de R$ 8 milhões, e previsão de entrega no mesmo período. Esses novos trechos serão equipados com tecnologia avançada, incluindo radares de velocidade com sistema Doppler, videomonitoramento, coleta de dados e a presença de operadores de trânsito dedicados, visando garantir a segurança e a fluidez do tráfego.
Avanço na mobilidade urbana e segurança viária
A expansão das ciclovias e a criação das motofaixas representam um esforço da administração municipal para modernizar e tornar mais segura a infraestrutura de transporte da capital fluminense. O objetivo é oferecer alternativas de deslocamento que contribuam para a redução do trânsito, a diminuição da poluição e a promoção de um estilo de vida mais saudável para os cidadãos.
A priorização da Zona Norte reflete a necessidade de descentralizar os investimentos em mobilidade, que historicamente se concentraram em outras áreas da cidade. Ao expandir a rede cicloviária para regiões com grande densidade populacional e carência de infraestrutura dedicada, a prefeitura busca democratizar o acesso a meios de transporte alternativos e mais sustentáveis, incentivando o uso da bicicleta como modal de deslocamento diário.
Novas regras para veículos elétricos e a crítica do prefeito
A regulamentação da circulação de bicicletas elétricas, patinetes e ciclomotores é um pilar central do pacote de medidas. O prefeito Eduardo Cavaliere enfatizou que as novas regras e os investimentos visam intensificar a fiscalização desses modais. Ele expressou críticas à resolução de 2023 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) sobre esses veículos, afirmando que ela se mostrou “insuficiente” e não conseguiu abarcar as particularidades e desafios enfrentados pelos municípios.
Cavaliere destacou que o Rio de Janeiro foi pioneiro na implementação de muitas das medidas agora regulamentadas, assumindo a responsabilidade de preencher as lacunas deixadas pela legislação federal. Segundo o prefeito, a resolução do Contran transferiu aos municípios o ônus de regulamentar a questão, gerando diversos problemas nas cidades. A iniciativa carioca busca, assim, criar um arcabouço legal mais adequado à realidade local.
Com o novo decreto, os ciclomotores — veículos de duas ou três rodas com motor e sem pedais — terão sua circulação restrita às ruas, preferencialmente pela faixa da direita. Os condutores desses veículos precisarão possuir CNH categoria A, e os veículos deverão estar devidamente registrados e licenciados até 31 de dezembro. Para bicicletas elétricas e patinetes, a velocidade máxima permitida será de 25 km/h. A circulação em calçadas será permitida apenas onde houver sinalização específica, com velocidade limitada a 6 km/h e prioridade absoluta aos pedestres. Nas ruas, esses veículos só poderão trafegar em vias com velocidade máxima para carros de até 40 km/h e na ausência de ciclovias próximas.
Início da fiscalização e impacto na rotina carioca
A fiscalização das novas regras teve início já na segunda-feira, dia 6, sob a coordenação da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop). As operações começaram nas orlas de Copacabana, Ipanema, Leblon e Barra da Tijuca, com um foco inicial na esquina das avenidas Atlântica e Princesa Isabel. A escolha dessas áreas, conhecidas pelo intenso fluxo de pedestres e usuários de veículos leves, demonstra a prioridade em garantir a segurança e a convivência harmoniosa entre os diferentes modais.
Cada ponto de fiscalização contará com equipes compostas por dez agentes, totalizando 60 servidores envolvidos. As equipes incluirão agentes da Seop, guardas municipais, educadores de trânsito da CET-Rio e assistentes sociais da Secretaria Municipal de Assistência Social, evidenciando uma abordagem multifacetada. Dois caminhões e dois reboques serão utilizados nas ações, garantindo a capacidade de recolhimento de veículos irregulares.
A expectativa é que essas medidas transformem a paisagem urbana do Rio de Janeiro, promovendo uma mobilidade mais segura, eficiente e sustentável. A ampliação das ciclovias e a regulamentação dos veículos elétricos são passos cruciais para que a cidade se adapte às novas tendências de transporte, garantindo que o direito de ir e vir seja exercido com responsabilidade e segurança por todos os cidadãos.
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