| Foto: Angel Morote |
Mesmo com o fim da alta temporada de verão, Rio das Ostras reafirma sua vocação como um dos principais motores econômicos da Baixada Litorânea. Dados recentes divulgados pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo revelam que a atividade turística é responsável por manter cerca de 4 mil postos de trabalho diretos e indiretos no município. A revelação foi feita pelo secretário da pasta, Pablo Kling, durante entrevista à Rádio Energia nesta segunda-feira, dia 23 de março.
De acordo com o gestor, o impacto do turismo vai muito além
da orla marítima, alcançando aproximadamente 2 mil famílias que dependem
diretamente da circulação de visitantes para garantir sua renda mensal. O
cenário reforça a necessidade de políticas públicas que combatam a sazonalidade
e mantenham a cidade atrativa durante todo o ano.
A força da cadeia produtiva: do transporte à gastronomia
Um dos pontos de maior destaque na análise do setor é a
capilaridade do turismo em solo oostrense. Sem contar com um aeroporto próprio
e dependendo majoritariamente do acesso rodoviário, Rio das Ostras conseguiu
estruturar uma cadeia produtiva que envolve 52 setores econômicos. Isso
significa que, quando um turista chega à cidade, ele movimenta desde postos de
combustíveis e estacionamentos até mercados, açougues e serviços de transporte
por aplicativo.
No coração dessa engrenagem estão os meios de hospedagem e o
setor gastronômico. Profissionais como camareiros, cozinheiros, chefs de
cozinha, recepcionistas e concierges formam a linha de frente de um mercado que
se recusa a esfriar após o Carnaval. "Falar sobre turismo é falar sobre
desenvolvimento econômico. Não se pode pensar apenas no empresário, mas na rede
de funcionários que faz as empresas funcionarem", pontuou Pablo Kling.
Eventos de baixa temporada e o aniversário da cidade em
abril
Para evitar a queda na arrecadação e no movimento comercial,
a estratégia da Prefeitura de Rio das Ostras foca na realização de
eventos sazonais. O próximo grande marco no calendário é a festa de aniversário
do município, programada para o mês de abril. Com a promessa de atrair grandes
nomes da música nacional, o evento é visto como uma peça-chave para manter a
ocupação hoteleira em níveis elevados.
Segundo o secretário, essas iniciativas garantem que a
cidade permaneça em evidência, gerando fluxo constante para restaurantes e
hotéis. O impacto também é sentido no setor cultural e criativo, beneficiando
mais de 500 artesãos locais que têm nos turistas o seu principal público
consumidor, preservando técnicas tradicionais que são passadas de geração em
geração.
O papel do poder público e a iniciativa privada
Durante a entrevista, Pablo Kling foi enfático ao
definir o papel da administração municipal: fomentar oportunidades para que o
setor privado prospere. Como o turismo é uma atividade majoritariamente
usufruída em estabelecimentos particulares — como pousadas e quiosques —, cabe
ao poder público criar a infraestrutura e o ambiente de negócios necessários
para que esses empreendedores possam ampliar suas atividades e contratar mais
moradores da cidade.
"O turismo não é público, é privado. O turista utiliza
serviços da iniciativa privada. Cabe à gestão municipal criar as condições para
que esses empreendimentos cresçam", explicou o secretário, reforçando a
parceria entre o governo e o empresariado local.
Futuro: turismo de negócios e circuito eco rural
Olhando para os próximos meses, Rio das Ostras planeja
diversificar ainda mais sua matriz econômica. Projetos em fase de captação de
recursos buscam fortalecer o Turismo de Negócios, aproveitando a
logística da cidade e sua proximidade com a Zona Especial de Negócios (Zen),
além do desenvolvimento do Circuito Eco Rural.
Essas novas frentes visam atrair um perfil de visitante que
consome durante os dias de semana e em períodos de clima ameno, consolidando
Rio das Ostras como um destino completo, que vai muito além do tradicional
"sol e mar". Para o Rio das Ostras Jornal, o acompanhamento
dessas métricas de emprego e renda é fundamental para que a população
compreenda a importância estratégica de receber bem o visitante, garantindo o
sustento de milhares de trabalhadores riostrenses.
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