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| Reprodução |
A conduta do policial militar filmado desferindo socos e segurando o pescoço de uma mulher durante uma festa em Cachoeiras de Macacu, na Região Metropolitana Leste Fluminense, é apenas a ponta de um iceberg de violência que se estende por pelo menos seis anos. Documentos obtidos com exclusividade revelam que o agente já foi alvo de diversas ocorrências policiais em Nova Friburgo, envolvendo desde violência doméstica baseada na Lei Maria da Penha até agressões contra vizinhos e frequentadores de eventos.
As imagens mais
recentes, registradas no bairro Boqueirão, mostram o militar desferindo socos,
puxando o cabelo e empurrando uma mulher durante uma intervenção policial. O
caso, que já é oficialmente apurado pela Polícia Militar, ganha contornos ainda
mais graves diante da capivara de registros anteriores aos quais o Rio das
Ostras Jornal teve acesso.
Violência doméstica e medidas protetivas em 2020
Um dos registros
mais alarmantes data de abril de 2020, em pleno período de quarentena. Na
ocasião, a então companheira do policial registrou um boletim de ocorrência por
lesão corporal e ameaça no bairro Rio Grande de Cima, em Nova Friburgo. Segundo
o relato da vítima, as agressões ocorreram dentro da residência do casal após
ela ter saído com a filha.
A mulher precisou de
atendimento médico no Hospital Municipal Raul Sertã e foi encaminhada para
exame de corpo de delito. Na época, a mãe da vítima presenciou as cenas e
serviu como testemunha, levando a mulher a solicitar medidas protetivas de
urgência contra o agente. Este episódio revela um padrão de comportamento
agressivo que agora se manifesta no exercício da função pública.
Discussões por terrenos e agressões em bares
O histórico do
policial André Luiz Ramos não se limita ao ambiente doméstico. Em março de
2023, um morador do bairro Parque Santa Luzia relatou ter sido agredido e
ameaçado pelo militar durante uma disputa envolvendo um terreno. Embora o
tenente tenha negado as acusações à Polícia Civil, afirmando que o morador se
feriu durante uma fuga, o registro de lesão corporal seguiu para apuração.
Anteriormente, em
setembro de 2022, o policial já havia sido citado em uma ocorrência no bairro Village.
Na ocasião, atuando como segurança em uma festa, ele teria desferido um soco na
cabeça de um homem após uma discussão. A vítima relatou ter perdido a consciência
momentaneamente após a queda, sendo socorrida por populares. Mais recentemente,
em janeiro de 2024, um novo registro aponta que o agente teria chutado o
retrovisor de um carro e desferido tapas no rosto de um homem em um bar no
centro de Nova Friburgo.
O episódio em Cachoeiras de Macacu e a resposta da PM
O caso ocorrido no
último sábado, dia 21 de março, em Cachoeiras de Macacu, trouxe novamente o
nome do agente aos holofotes de forma negativa. A agressão contra a mulher
durante a festa no bairro Boqueirão foi amplamente filmada, impossibilitando
qualquer narrativa de legítima defesa ou contenção padrão de distúrbios.
A Polícia Militar
informou que abriu um procedimento administrativo para apurar a conduta do
agente. No entanto, até o momento, não houve a confirmação oficial sobre o
afastamento imediato do policial de suas funções operacionais nas ruas. Para a
sociedade civil e órgãos de direitos humanos, a permanência de um agente com
tal histórico de violência doméstica e civil nas fileiras da corporação
representa um risco constante à segurança pública.
Compromisso com a transparência e a segurança pública
O Rio das Ostras
Jornal reforça seu compromisso com a verdade e a fiscalização dos poderes
públicos. Casos de abuso de autoridade e violência institucional ferem os
princípios democráticos e a confiança da população nas forças de segurança.
Continuaremos acompanhando o desenrolar das investigações e cobrando das
autoridades uma resposta à altura da gravidade dos fatos narrados.
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