Washington ameaça aplicar sanções aos países que desejam
fornecer petróleo à ilha, pois considera que seu governo comunista é uma
‘ameaça’
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta
segunda-feira (16) que vai ter a “honra” de anexar Cuba. A
declaração acontece em meio a guerra no Irã, que entrou em sua terceira semana,
e as tensões com a ilha, que vive uma crise intensa crise de desabastecimento
enfrentada pelo país devido ao bloqueio de petróleo imposto pelos Estados
Unidos.
“Acredito sinceramente que terei a honra de tomar o controle
de Cuba, de alguma forma”, respondeu ele no Salão Oval da Casa Branca, em
Washington, após ser questionado sobre uma ação militar contra o governo em
Havana. “Quero dizer libertá-la, ou tomá-la. Acho que posso fazer o que
quiser, se quer que eu diga a verdade. É uma nação muito debilitada neste
momento”, considerou. “Seria uma grande honra”, explicou.
Washington ameaça aplicar sanções aos países que desejam
fornecer petróleo à ilha, pois considera que seu governo comunista é
uma “ameaça”.
Trump já instou Cuba a “chegar a um acordo” ou
enfrentar as consequências, com ameaças intensificadas após a operação
americana na Venezuela de captura do líder venezuelano Nicolás Maduro, levado
aos EUA para ser julgado por narcoterrorismo. “Cuba também quer fechar um
acordo, e acho que muito em breve chegaremos a um acordo ou prejuízo o que for
necessário”, disse o presidente americano a repórteres a bordo do Air Force
One.
No início do mês, o chefe da Casa Branca disse que Cuba
“vai cair muito em breve” em meio ao agravamento da crise energética
vivida no país.
Cuba no escuro
Nesta segunda-feira, um novo apagão em Cuba deixou mais de
10 milhões de pessoas sem energia. “Ocorreu uma desconexão total do Sistema
Elétrico Nacional. Começamos a implementar os protocolos de restabelecimento”,
informou a União Nacional Elétrica (UNE) publicou no X sobre o apagão.
Dois terços de Cuba, incluindo a capital, Havana, também
ficaram sem energia elétrica no dia 4 de março, devido a uma falha na
rede nacional, em um contexto de crise econômica agravada pelo bloqueio de
energia imposto também pelos Estados Unidos à ilha.
A rede elétrica cubana sofre cortes regulares de
abastecimento devido ao envelhecimento de sua infraestrutura e à escassez de
combustível. Desde o final de 2024, uma ilha de 9,6 milhões de habitantes
passou por cinco pagamentos generalizados.
*Com informações do Estados Conteúdo e AFP

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