O anúncio foi feito em meio à crise de desabastecimento
enfrentada pelo país desde o bloqueio de petróleo imposto pelos Estados Unidos
Um novo apagão em Cuba deixou mais de 10 milhões de
pessoas sem energia nesta segunda-feira (16). O anúncio foi feito pela
União Nacional Elétrica (UNE), em meio à crise de desabastecimento que o país
enfrenta desde o bloqueio de petróleo imposto pelos Estados Unidos.
A União Nacional Elétrica (UNE) publicou no X sobre o
apagão. “Ocorreu uma desconexão total do Sistema Elétrico Nacional.
Começamos a implementar os protocolos de restabelecimento”, informaram
anunciando o apagão.
Uma hora depois, a companhia fez uma nova publicação
atualizando a situação da falta de energia. “Microsistemas já voltaram a
funcionar em vários territórios do país”, escreveram. “A Energás já
possui uma unidade geradora em funcionamento”, completou
Apagões recorrentes em Cuba
Dois terços de Cuba, incluindo a capital, Havana, também
ficaram sem energia elétrica no dia 4 de março, devido a uma falha na
rede nacional, em um contexto de crise econômica agravada pelo bloqueio de
energia imposto também pelos Estados Unidos à ilha.
A rede elétrica cubana sofre cortes regulares de
abastecimento devido ao envelhecimento de sua infraestrutura e à escassez de
combustível. Desde o final de 2024, uma ilha de 9,6 milhões de habitantes
passou por cinco pagamentos generalizados.
Além dos pagamentos gerais recorrentes, os cubanos enfrentam
longos cortes diários programados. Nos últimos dias, a capital registrou cortes
de mais de 15 horas, que podem se prolongar por mais de um dia nas províncias.
Cuba x EUA
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou
neste domingo (15) que Cuba quer chegar a um acordo com o país norte
americano, o que, segundo ele, será realizado “muito em breve”.
“Cuba também quer fechar um acordo, e acho que muito em breve
chegaremos a um acordo ou prejuízo o que for necessário”, disse o presidente
americano a repórteres a bordo do Air Force One.
“Estamos em negociações com Cuba”, acrescentou, sublinhando
que “lidaremos com o Irão antes de lidarmos com Cuba”.
“Acho que algo vai acontecer em Cuba muito em breve”,
afirmou.
Cuba confirmou na última sexta-feira (13) que está em negociações
com os Estados Unidos e libertou presos políticos como parte de um
acordo com o Vaticano, mediador de longos dados entre esses dois inimigos
ideológicos.
Trump, que tem feito declarações cada vez mais operações
contra Cuba, afirmou desde meados de janeiro que as negociações estavam em
andamento com altos funcionários da ilha, mas Havana havia negado esses
contatos até então.
Desde janeiro, Washington impôs um embargo energético a
Cuba, invocando a “ameaça excepcional” que esta ilha,
localizada a apenas 150 quilômetros da costa da Flórida, representa para a
segurança nacional dos EUA.
*Com informações da AFP

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