Darren Beattie iria visitar Jair Bolsonaro na prisão;
Itamaraty confirma revogação para permitir entrada do representante de Trump
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ter barrado
a entrada no Brasil de Darren Beattie, conselheiro do presidente dos
EUA Donald Trump.
Segundo o chefe do Executivo, a medida vale até a liberação do visto do
ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e de familiares pelos Estados Unidos.
Em comunicado, o Ministério
das Relações Exteriores confirmou a revogação do visto do enviado americano.
“Tendo em conta a omissão e falseamento de informações relevantes
quanto ao motivo da visita por ocasião da solicitação do visto, em Washington.
Trata-se de princípio legal suficiente para a denegação de visto, de acordo com
a legislação nacional e internacional”, diz.
O representante norte-americano pretendia cumprir agenda no
país e realizar
visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Aquele cara americano que disse que vinha para cá para
visitar o Jair Bolsonaro, ele foi proibido de visitar e eu o proibi de vir ao
Brasil enquanto não liberar os vistos do meu ministro da Saúde, que está
bloqueado”, disse Lula.
Cancelamento de visto para Padilha
No ano passado, os Estados Unidos cancelaram o visto da
esposa e da filha de Alexandre Padilha. A autorização do ministro para entrada no
país não sofreu sanção, pois estava vencida.
O governo do presidente Donald Trump justificou a medida
pela participação de Padilha em acordo firmado com Cuba durante criação do
programa Mais Médicos, iniciativa responsável pela contratação de profissionais
de saúde cubanos.
Recentemente, Darren Beattie recebeu nomeação como assessor
sênior para política relacionada ao Brasil no Departamento de Estado americano.
Durante viagem planejada ao país, havia intenção de visitar Jair Bolsonaro na
unidade prisional conhecida como Papudinha, em Brasília.
A visita, entretanto, não ocorrerá. O ministro do Supremo
Tribunal Federal Alexandre de Moraes revisou decisão anterior e retirou
autorização para o encontro.
Durante discurso na inauguração de uma clínica no Rio de
Janeiro, Lula mencionou Donald Trump ao comentar o sistema público de saúde
brasileiro.
“Quero saber se o Trump pode dizer isso que eu estou dizendo
para vocês, para o povo americano”, disse.
Decisões sobre Beattie
Inicialmente, Moraes
havia permitido a visita para 18 de março. A decisão mudou após
manifestação do chanceler Mauro Vieira. O ministro alertou para risco de
interpretação como ingerência em assuntos internos do Brasil em período
eleitoral.
Vieira também informou ao magistrado ausência de relação
entre o pedido de visita e os objetivos comunicados oficialmente pelo
Departamento de Estado.
Segundo o chanceler, o visto concedido a Beattie baseou-se
em solicitação com indicação de participação em evento voltado ao fortalecimento
de relações bilaterais, além de reuniões institucionais.
Do R7

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