Erika Hilton e Duda Salabert em livro de suspeitas da polícia de Pernambuco | Rio das Ostras Jornal

Erika Hilton e Duda Salabert em livro de suspeitas da polícia de Pernambuco

de-duda-salabert-e-erika-hilton-1-744x500.png" alt="Página do livro de suspeitas com foto de
Reprodução Jovempan

Em um episódio que gerou grande repercussão, as deputadas federais Duda Salabert (PDT-MG) e Erika Hilton (Psol-SP) foram surpreendidas ao descobrirem suas fotos em um livro de suspeitas da Polícia Civil de Pernambuco. A denúncia foi feita por Duda Salabert em suas redes sociais, gerando indignação e levantando questões sobre discriminação e preconceito institucional.

Denúncia e reação das parlamentares

Duda Salabert expressou sua indignação ao afirmar que a inclusão de suas fotos no livro de suspeitas é um exemplo claro de racismo e transfobia institucional. Ela destacou que já acionou a Justiça para investigar o caso, ressaltando que não é aceitável que a identidade de travestis seja usada como critério de suspeição.

Erika Hilton, por sua vez, cobrou respostas da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), classificando o ocorrido como incompetência e discriminação. Hilton enfatizou a necessidade de interromper o uso irresponsável do reconhecimento fotográfico, que, segundo ela, coloca pessoas inocentes na prisão enquanto os verdadeiros criminosos permanecem em liberdade.

Contexto e detalhes do caso

A Defensoria Pública do Estado de Pernambuco informou que um inquérito policial foi instaurado em abril de 2025 na Delegacia de Polícia da Segunda Circunscrição de Boa Vista, em Recife, para apurar um roubo de celular. O procedimento de reconhecimento fotográfico, realizado 40 dias depois, incluiu as fotos das deputadas entre as seis apresentadas.

Segundo a Defensoria, a única justificativa para a inclusão das fotos seria o fato de ambas serem mulheres negras e trans, o que evidenciaria um critério de seleção baseado em identidade de gênero e raça, e não em semelhanças físicas com a suspeita descrita pela vítima.

Resposta do governo de Pernambuco

A governadora Raquel Lyra conversou por telefone com as deputadas e pediu desculpas pelo ocorrido. Ela determinou uma apuração rigorosa do caso, com a abertura de um processo na Corregedoria da Secretaria de Defesa Social. A governadora se comprometeu a investigar o episódio para evitar que situações semelhantes se repitam.

Implicações sociais e políticas

O caso levanta importantes questões sobre o uso de reconhecimento fotográfico e os critérios adotados pelas autoridades policiais. A inclusão de fotos de figuras públicas conhecidas por sua atuação política e defesa dos direitos humanos em um livro de suspeitas sem justificativa plausível pode ser vista como um reflexo de preconceitos estruturais.

Além disso, o episódio destaca a necessidade de revisão de práticas policiais que possam perpetuar discriminação e injustiça. A repercussão do caso nas redes sociais e na mídia reforça a urgência de um debate mais amplo sobre os direitos das minorias e o combate ao racismo e à transfobia no Brasil.

Acompanhe o Rio das Ostras Jornal para mais atualizações sobre este caso e outros temas relevantes, reforçando nosso compromisso com a informação de qualidade.

Fonte: jovempan.com.br

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