“Senti o pênis dele”: Jovem detalha denúncia de assédio contra ministro do STJ
Uma jovem de 18 anos denunciou o ministro do Superior
Tribunal de Justiça (STJ), Marco Buzzi, por assédio sexual em Balneário
Camboriú (SC). Em depoimento à Polícia Civil de São Paulo, a vítima relatou que
o magistrado teria feito investidas contra ela em duas ocasiões, incluindo
toque nas nádegas e contato com o órgão genital, conforme apurado pelo portal
Metrópoles nesta sexta-feira (6).
O crime teria ocorrido em 9 de janeiro, na casa de praia do
ministro, próxima à praia do Estaleiro, onde a jovem estava hospedada com a
família. Em um segundo depoimento, prestado à Corregedoria do Conselho Nacional
de Justiça (CNJ) na quinta-feira (5), a vítima descreveu detalhadamente os atos
que teriam sido cometidos por Buzzi.
Segundo a jovem, que considerava o ministro um “avô e
confidente”, ele teria convidado-a para entrar no mar e a levado a um ponto
distante, alegando que a água estaria mais calma. Nesse momento, Buzzi teria
pressionado o quadril e as nádegas da jovem contra seu corpo, afirmando que a
achava “muito bonita”. A vítima relatou que tentou se soltar, mas o magistrado
continuou as investidas. Ela disse à polícia que pôde sentir o pênis de Marco
“em ambas as ocasiões”.
Após o episódio, a jovem afirmou que o ministro comentou:
“Você é muito sincera, deveria ser menos sincera com as pessoas. Eu só vejo a
sua relação com a sua mãe, mas você é muito sincera, deveria ser menos. Isso
pode te prejudicar”.
Após o ocorrido, a jovem e a família deixaram a casa do
ministro e retornaram para Curitiba, posteriormente se dirigindo a São Paulo
para formalizar a denúncia. Desde então, a vítima afirmou não conseguir dormir,
sofrendo de “pesadelos constantes” sobre o abuso e que está acompanhada por uma
psicóloga e uma psiquiatra.
Marco Buzzi, que se afastou de suas funções após apresentar
atestado médico de 10 dias, negou as acusações por meio de sua defesa. Em nota,
a defesa afirmou: “Consideramos inaceitável qualquer tentativa de julgamento
público antes da apuração formal dos fatos” e criticou os vazamentos sobre o
caso. “Confiamos no devido processo legal e pretendemos nos manifestar no
momento oportuno, com apresentação de provas”.
O advogado Daniel Bialski, representante da vítima, afirmou
que aguarda rigor nas apurações e o respectivo desfecho do caso.
O caso é investigado como importunação sexual, crime que
prevê pena de 1 a 5 anos de reclusão, caso haja condenação.
Gazeta Brasil

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