Ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça — Foto: José Alberto/STJ | Rio das Ostras Jornal

Ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça — Foto: José Alberto/STJ


 “Senti o pênis dele”: Jovem detalha denúncia de assédio contra ministro do STJ

Uma jovem de 18 anos denunciou o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marco Buzzi, por assédio sexual em Balneário Camboriú (SC). Em depoimento à Polícia Civil de São Paulo, a vítima relatou que o magistrado teria feito investidas contra ela em duas ocasiões, incluindo toque nas nádegas e contato com o órgão genital, conforme apurado pelo portal Metrópoles nesta sexta-feira (6).

O crime teria ocorrido em 9 de janeiro, na casa de praia do ministro, próxima à praia do Estaleiro, onde a jovem estava hospedada com a família. Em um segundo depoimento, prestado à Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) na quinta-feira (5), a vítima descreveu detalhadamente os atos que teriam sido cometidos por Buzzi.

Segundo a jovem, que considerava o ministro um “avô e confidente”, ele teria convidado-a para entrar no mar e a levado a um ponto distante, alegando que a água estaria mais calma. Nesse momento, Buzzi teria pressionado o quadril e as nádegas da jovem contra seu corpo, afirmando que a achava “muito bonita”. A vítima relatou que tentou se soltar, mas o magistrado continuou as investidas. Ela disse à polícia que pôde sentir o pênis de Marco “em ambas as ocasiões”.

Após o episódio, a jovem afirmou que o ministro comentou: “Você é muito sincera, deveria ser menos sincera com as pessoas. Eu só vejo a sua relação com a sua mãe, mas você é muito sincera, deveria ser menos. Isso pode te prejudicar”.

Após o ocorrido, a jovem e a família deixaram a casa do ministro e retornaram para Curitiba, posteriormente se dirigindo a São Paulo para formalizar a denúncia. Desde então, a vítima afirmou não conseguir dormir, sofrendo de “pesadelos constantes” sobre o abuso e que está acompanhada por uma psicóloga e uma psiquiatra.

Marco Buzzi, que se afastou de suas funções após apresentar atestado médico de 10 dias, negou as acusações por meio de sua defesa. Em nota, a defesa afirmou: “Consideramos inaceitável qualquer tentativa de julgamento público antes da apuração formal dos fatos” e criticou os vazamentos sobre o caso. “Confiamos no devido processo legal e pretendemos nos manifestar no momento oportuno, com apresentação de provas”.

O advogado Daniel Bialski, representante da vítima, afirmou que aguarda rigor nas apurações e o respectivo desfecho do caso.

O caso é investigado como importunação sexual, crime que prevê pena de 1 a 5 anos de reclusão, caso haja condenação.

Gazeta Brasil

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