O ex-marqueteiro do PT, João Santana, responsável pelas campanhas presidenciais de Luiz Inácio Lula da Silva em 2006 e de Dilma Rousseff em 2010, criticou a exposição do casal presidencial no Carnaval do Rio de Janeiro. O comentário foi feito em vídeo publicado em seu perfil oficial no Instagram, na quinta-feira (12).
Santana apontou que a homenagem a Lula promovida pela escola
de samba Acadêmicos de Niterói cria um “cenário de soma negativa,
onde todos saem perdendo”. O desfile da escola acontece neste domingo (15), na
Marquês de Sapucaí, e terá a presença de Lula no camarote da Prefeitura do Rio,
enquanto a primeira-dama Janja será destaque em carro alegórico.
O ex-marqueteiro destacou que o maior risco do evento não
são vaias no sambódromo, mas a repercussão da participação do casal em outras
regiões do país, especialmente no interior de São Paulo, Sudeste e Sul, além do
meio evangélico e do Nordeste, locais nos quais, segundo ele, “Lula precisa
desesperadamente de votos”.
Santana ressaltou a relação delicada entre Carnaval e
política, lembrando que, historicamente, políticos evitam se expor em desfiles
ou trios elétricos, citando o exemplo do Carnaval baiano. Segundo ele, a
celebração carnavalesca legítima privilegia acidez crítica, irreverência e
catarse coletiva, e a presença do presidente e da primeira-dama corre o risco
de transformar o evento em “culto individual”, prejudicando a imagem pública do
casal.
“O desfile da Acadêmicos de Niterói pode ter sido
espontâneo, mas deixou de ser quando Lula e Janja se aproximaram do evento.
Parece que a decisão final sobre a participação da primeira-dama se deu mais
por análise jurídica do que por estratégia de comunicação”, disse Santana,
alertando para a politização do Carnaval e os riscos de repercussão fora das
“bolhas de batucadas” espalhadas pelo Brasil.
Gazeta Brasil

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