“Eu não quero briga com ele. Eu sou doido?”, afirma Lula sobre Trump | Rio das Ostras Jornal

“Eu não quero briga com ele. Eu sou doido?”, afirma Lula sobre Trump

Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) adotou tom eleitoral nesta segunda-feira (9) ao comentar a relação do Brasil com os Estados Unidos e ao atribuir a oscilação do dólar a fatores externos, especialmente ao que chamou de “humor do Trump”.

“O dólar fica oscilando porque depende do humor do Trump, não depende de nós, não depende da seriedade da nossa economia”, afirmou. O presidente acrescentou, em tom irônico, “Eu não quero briga com ele. Eu sou doido? Vai que eu brigo e ganho? O que eu vou fazer?”.

Segundo Lula, a prioridade do governo é mostrar a importância do multilateralismo: “A briga do Brasil é a briga da construção da narrativa. Nós queremos mostrar que o mundo não pode prescindir do multilateralismo. Precisamos provar no debate político que foi o multilateralismo depois da Segunda Guerra Mundial que criou uma harmonia entre os estados e permitiu que vivêssemos em paz até agora, pelo menos em uma parte do mundo”.

Ao tratar da política externa, o presidente destacou que o Brasil não busca confronto, mas também não aceita subordinação. “Eu não quero ter supremacia sobre o Uruguai ou a Bolívia, mas também não quero ser menor que os Estados Unidos ou que a China”, disse.

Lula ressaltou que o país escolhe parcerias com base em interesses nacionais. “Nós não estamos escolhendo entre a China e os Estados Unidos. Estamos escolhendo aquilo que é melhor para nosso país. E se a China aceita fazer uma parceria conosco na produção de vacina e vai produzir a quantidade que a gente não tem condições de produzir, por que não fazer um convênio com a China e a gente atender a quem precisa da vacina?”, questionou.

O presidente criticou o unilateralismo e reiterou a defesa do multilateralismo como base das relações internacionais: “O mundo não pode prescindir do multilateralismo”, afirmou.

Segundo Lula, o governo busca construir alianças estratégicas sem comprometer a soberania nacional, priorizando acordos que atendam aos interesses do país, inclusive na área da saúde, com destaque para parcerias internacionais que aumentem a produção de vacinas.

Gazeta Brasil

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