Laboratório móvel testou bebidas no último fim de semana e
seguirá atuando durante o carnaval no Rio; veja como funciona.
Um laboratório móvel está circulando por cidades do estado
do Rio de Janeiro durante o carnaval para identificar bebidas
alcoólicas adulteradas vendidas perto de blocos e eventos de rua. A
operação, coordenada pelo Procon-RJ, permite analisar amostras em poucos
minutos e retirar do mercado produtos que representam risco à saúde dos
consumidores.
No último fim de semana, fiscais apreenderam 26
litros de bebidas adulteradas em ações realizadas nas proximidades
de blocos da Zona Sul e do Centro do Rio.
Como funciona o laboratório móvel
Instalado dentro de um veículo, o laboratório é equipado com
uma máquina de alta precisão capaz de identificar se a bebida analisada
corresponde à composição original registrada pelas fabricantes ou se sofreu
algum tipo de adulteração.
Durante a fiscalização, os agentes recolhem pequenas
amostras das bebidas vendidas por ambulantes ou em pontos suspeitos. O líquido
é então injetado no equipamento, que faz a leitura química do conteúdo e
compara os dados com um banco internacional de informações.
O sistema reúne a composição exata de bebidas das principais
indústrias do mundo, o que permite identificar alterações como diluição
indevida, substituição de ingredientes ou a presença de substâncias impróprias
para consumo.
O resultado sai em poucos minutos. Caso seja constatada
irregularidade, o produto é apreendido imediatamente.
Tecnologia de alto custo e uso inédito em campo
A máquina usada no laboratório móvel custa cerca de R$ 500
mil. O equipamento foi desenvolvido na Escócia, comercializado por um
laboratório dos Estados Unidos e adquirido para reforçar ações de fiscalização
contra produtos adulterados.
Segundo o Procon-RJ, o uso do laboratório móvel permite uma
resposta mais rápida do poder público, especialmente em períodos de grande
circulação de pessoas, como o carnaval, quando cresce o risco de consumo de
bebidas falsificadas.
Risco à saúde
Bebidas adulteradas podem conter álcool fora do padrão,
solventes ou outras substâncias tóxicas, capazes de provocar intoxicações
graves. A recomendação dos órgãos de defesa do consumidor é desconfiar de
preços muito abaixo do mercado e evitar consumir bebidas sem procedência
conhecida.
As fiscalizações seguem ao longo dos dias de folia e o
laboratório móvel deve continuar percorrendo diferentes pontos do estado
durante o carnaval.
Por Marina
Araújo, Roberta Pennafort, Jornal Hoje


0 comentários:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!