Caso Tayayá: Extratos revelam que fundo de Vorcaro injetou R$ 35 milhões em resort de Toffoli | Rio das Ostras Jornal

Caso Tayayá: Extratos revelam que fundo de Vorcaro injetou R$ 35 milhões em resort de Toffoli

Foto: Agência Brasil/Divulgação; montagem: Gazeta Brasil

O fundo utilizado pelo empresário Daniel Vorcaro para adquirir a participação no resort de luxo Tayayá que pertencia à empresa do ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, investiu R$ 35 milhões no empreendimento. A informação consta em extratos obtidos pelo jornal O Estado de S.Paulo e divulgados neste domingo (15).

Os novos dados reforçam mensagens apreendidas pela Polícia Federal (PF), nas quais Vorcaro solicitava ao cunhado, o pastor Fabiano Zettel, aportes milionários no negócio. Nos diálogos, segundo a investigação, o empresário afirmava estar sendo cobrado pelos pagamentos.

Zettel, pastor da Igreja Batista da Lagoinha e casado com a irmã de Vorcaro, era o único cotista do fundo de investimentos Leal, administrado pela Reag Investimentos — também alvo de apuração da PF no chamado caso Master. O fundo Leal, por sua vez, é o único cotista do Fundo de Investimento em Participações (FIP) Arleen, estrutura utilizada para adquirir a participação da família Toffoli no resort, localizado em Ribeirão Claro, no Paraná.

De acordo com a reportagem, as datas dos aportes feitos por Zettel coincidem com o período em que foi estruturada a sociedade entre o fundo e a empresa ligada ao ministro.

Em 27 de setembro de 2021, o FIP Arleen passou a integrar o quadro societário das empresas Tayaya Administração e DGEP Empreendimentos, responsáveis pela gestão e incorporação dos terrenos onde foi construído o resort. Na ocasião, o fundo adquiriu metade da participação de R$ 6,6 milhões em capital social da Maridt S.A., empresa da qual Toffoli é sócio, nessas duas companhias.

O valor de R$ 3,3 milhões referente ao capital social adquirido não reflete o montante total do negócio, mas apenas a parcela necessária para assumir parte do controle societário. Com o investimento na gestora e na incorporadora, o FIP Arleen passou a deter participação no empreendimento, avaliado em mais de R$ 200 milhões.

O caso segue sob investigação da Polícia Federal.

Gazeta Brasil

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