Presidente dos EUA afirma que Delcy Rodríguez concordou em
repassar grandes volumes de petróleo e que Washington controlará os recursos
obtidos com as vendas
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta
terça-feira (7) que o governo da Venezuela, agora dirigido
pela presidente interina Delcy Rodríguez, está disposto a entregar de 30
milhões a 50 milhões de barris de petróleo que serão vendidos no mercado
americano.
O mandatário classificou em uma postagem na rede social
Truth Social esses barris como “petróleo de alta qualidade e autorizado nos
Estados Unidos”. Trump acrescentou que ele será o encarregado de controlar o
dinheiro da venda do petróleo no mercado local “para garantir que seja
utilizado em benefício do povo venezuelano e dos Estados Unidos”.
A decisão do governo dos EUA de assumir o petróleo
venezuelano ocorre após a captura de Nicolás Maduro em 3 de janeiro, em uma
operação militar em Caracas e arredores que deixou mais de 50 mortos, muitos
deles agentes cubanos que faziam a segurança do presidente do país
sul-americano.
De acordo com Trump, o Departamento de Energia, dirigido
pelo secretário Chris Wright, será o responsável por executar o plano de
extração do petróleo de forma imediata.
Os milhões de barris serão transportados em petroleiros
diretamente para docas nos Estados Unidos, ainda segundo o presidente
americano, que não concretizou um marco temporal para o repasse do óleo.
O anúncio foi feito 24 horas depois de Delcy Rodríguez,
vice-presidente de Maduro, assumir o poder na Venezuela de forma provisória
como presidente interina. O governo Trump a reconheceu de imediato como sua
interlocutora e lhe reivindicou “acesso total” ao petróleo e a outros recursos
venezuelanos.
A Csaa Branca também informou que Delcy está “cooperando”, e
a própria presidente interina se mostrou disposta a trabalhar em uma agenda
conjunta sem deixar de reivindicar o retorno de Maduro.
A Venezuela possui as maiores reservas de petróleo do mundo,
mas diversos especialistas apontaram que sua produção está muito abaixo de seu
potencial devido a anos de sanções e falta de investimentos.
*Com EFE

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