Joesley Batista atuou como mediador entre Trump e Maduro antes de intervenção militar, diz jornal | Rio das Ostras Jornal

Joesley Batista atuou como mediador entre Trump e Maduro antes de intervenção militar, diz jornal


O empresário brasileiro Joesley Batista, um dos donos do grupo J&F e controlador da multinacional de carnes JBS, teria atuado como interlocutor informal em uma tentativa de negociação diplomática do governo dos Estados Unidos para a saída pacífica de Nicolás Maduro da presidência da Venezuela, antes da intervenção militar americana que culminou na captura do líder venezuelano, segundo reportagem do Washington Post.

De acordo com o jornal americano, Batista viajou a Caracas no fim de novembro de 2025 com uma proposta que incluía a renúncia de Maduro e a possibilidade de exílio em países como a Turquia, numa tentativa de evitar o confronto armado.

Fontes ouvidas pela reportagem afirmam que o empresário chegou à capital venezuelana levando uma lista de condições estratégicas alinhadas aos interesses dos Estados Unidos, como acesso americano a minerais críticos e ao petróleo venezuelano, além do rompimento das relações com Cuba, aliada histórica de Caracas.

Embora tenha participado das conversas, Batista não atuou oficialmente em nome do governo norte-americano, segundo um alto funcionário da Casa Branca ouvido pelo Washington Post. Ainda assim, as informações trazidas por ele foram levadas em consideração nas discussões internas da administração Trump.

A intenção do governo americano, na época, era encontrar uma solução diplomática antes de recorrer à intervenção militar, que acabou ocorrendo em janeiro de 2026 e resultou na captura de Maduro e de sua esposa. A rejeição das propostas por parte de Maduro e Cília Flores teria sido um dos fatores que levaram a Casa Branca a concluir que as alternativas diplomáticas estavam esgotadas.

Batista possui interesses comerciais tanto nos Estados Unidos quanto na Venezuela, o que pode ter facilitado sua aproximação com interlocutores dos dois países. Sua atuação como mediador não oficial coloca em evidência o papel de figuras empresariais em negociações geopolíticas complexas em um momento de grande tensão na América Latina.

Procurada pela imprensa brasileira, a J&F, grupo controlador da JBS, preferiu não comentar as informações publicadas pelo Washington Post.

Gazeta Brasil

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