Segundo o ministro da Secretaria-Geral da Presidência,
modelo de escala 5x2 vai aumentar a produtividade e a formalização do trabalho
O governo do presidente Luiz
Inácio Lula da Silva espera a votação no Congresso
Nacional do fim da escala
de trabalho 6x1 ainda no primeiro semestre deste ano. A informação
foi divulgada nesta quarta-feira (21) pelo ministro da Secretaria-Geral da
Presidência, Guilherme Boulos.
Em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro,
Boulos disse que o debate sobre o fim da escala na qual os cidadãos trabalham
seis dias da semana e folgam um está avançando no Congresso. Ele ressaltou que
a substituição do modelo por uma escala 5x2 aumentará a produtividade da
economia e a formalização do trabalho.
“Há um avanço para que a gente vote ainda neste semestre o
fim da escala 6x1 e consiga dar essa resposta para os trabalhadores”, declarou.
Boulos foi escalado por Lula para liderar as negociações
pelo fim da atual escala e para a regulamentação do trabalho por aplicativo —
duas frentes de uma nova política de emprego com as quais o PT tem enfrentado
dificuldade.
Para o ministro, com um dia a mais de folga na semana, o
trabalhador estará mais descansado e terá tempo para aumentar sua qualificação,
elevando a produtividade da economia.
Boulos disse ainda que um modelo com dois dias de folga na
semana tornará o trabalho formal mais atrativo para uma parcela crescente da
população que tem rejeitado o modelo com carteira assinada. Desta forma,
haveria um aumento da formalização do trabalho e um consequente reforço à
previdência social.
De acordo com o ministro, o governo estuda um “modelo de
transição” voltado a pequenos empreendedores, com vistas a amenizar o impacto
sobre os empresários de pequeno porte, principalmente comerciantes.
O fim da escala 6x1 e a regulamentação do trabalho por
aplicativo — aliada à isenção de imposto de renda a quem ganha até R$ 5.000
mensais — são apostas do governo Lula no ano em que o petista busca se reeleger
para um quarto mandato na Presidência.
Trump e Galípolo
Na entrevista, Boulos também criticou o presidente dos
Estados Unidos, Donald Trump, e o patamar atual da taxa básica de juros (em 15%
ao ano), afirmando que ela é injustificável e “só interessa para banqueiro
agiota”.
O ministro aproveitou para mandar um recado direto ao
presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo: “Ô, Banco Central, ô meu querido
Galípolo, vamos baixar essa taxa de juros, meu caro.”
Trump foi alvo do ministro, um dia após Lula afirmar em
discurso que o presidente norte-americano quer “governar o mundo pelo Twitter”.
Na opinião de Boulos, Trump pratica “colonialismo” na América Latina.
“O Brasil é um país soberano, a gente não vai se curvar a
quem quer que seja. É inaceitável que alguém queira ser dono do mundo e dizer
‘nesse país eu vou fazer isso, naquele eu vou fazer aquilo, esse aqui é meu
quintal, nesse aqui eu vou fincar a minha bandeira.’ Não’”, ressaltou.
No início de janeiro, forças dos EUA capturaram o presidente
da Venezuela, Nicolás Maduro, em Caracas, e Trump tem afirmado que os Estados
Unidos governarão o país e empresas americanas explorarão o petróleo
venezuelano.
R7

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