Vítima trabalhava para empresa concorrente e dançava fantasiada para animar passageiros. Em nota, o motorista do trem negou atropelamento, alegando que o jovem simulou a lesão para incriminá-lo. A prefeitura instaurou inquérito e disse que tomará medidas mais rígidas.
Uma briga entre operadores de trenzinhos turísticos terminou
com um jovem atropelado na tarde deste domingo (11), na Feirinha do Alto, em Teresópolis, na Região Serrana do Rio.
A vítima, que trabalhava para uma das empresas, foi atingida
por um trem concorrente enquanto se apresentava fantasiada na rua para animar
passageiros.
Imagens que circulam nas redes sociais mostram o grupo de
dançarinos realizando coreografias na rua ao lado da feirinha, momento em que
um trem da empresa rival passa. Os dançarinos se assustam e o jovem aparece
caído no chão.
Em seguida, os colegas do rapaz correm atrás do outro trem
para tomar satisfações, dando início a uma intensa discussão. Um segundo vídeo
mostra o rapaz recebendo atendimento da equipe do Serviço de Atendimento Móvel
de Urgência (Samu).
O caso, registrado na delegacia como lesão corporal, é o
mais recente de uma série de brigas recorrentes entre os operadores dos
trenzinhos turísticos, frequentemente flagradas por famílias e visitantes.
A mãe da vítima, que é proprietária de uma das empresas e acompanhava
a performance, disse que conseguiu desviar, mas o filho foi atingido na perna e
encaminhado para uma unidade de saúde. Ele, já liberado, aparece ao lado dela,
no vídeo que ela fez falando do ocorrido.
"Meu filho estava dançando com os personagens. O outro
trenzinho veio para cima de mim e dele, só que eu conseguir sair, e ele não!
Então, o trem pegou na perna dele. Sorte que ele se jogou para a direita porque
senão ele tinha caído para baixo do trem. Foi na frente de todos os clientes
que ficaram apavorados. Eu quero que a justiça seja feita", afirmou
Adriana Santos.
Motorista nega atropelamento
Em nota, o motorista do trem envolvido no incidente negou
que tenha ocorrido um atropelamento. Ele alega que o jovem simulou a lesão para
incriminá-lo.
O motorista afirmou que estava seguindo em velocidade
reduzida quando o dançarino "se jogou simulando um atropelamento".
Ele questionou a ausência de vídeos que mostrem o momento exato do contato.
O motorista também alegou que, após parar o veículo e
procurar fiscais da feira, sua equipe foi surpreendida por personagens do trem
rival, que estariam "alterados e agressivos", inclusive com uma barra
de ferro, agredindo sua esposa e seu filho.
Ele nega ter fugido sem prestar socorro, defendendo que o
socorro só foi interrompido por conta do tumulto.
Histórico de brigas
A disputa entre os trenzinhos na Feirinha do Alto é um
problema antigo. Desde 2023, foram registrados ao menos outros três casos de
brigas e agressões envolvendo os integrantes das duas empresas.
Em novembro do ano passado, houve um confronto envolvendo um
dançarino e o motorista/proprietário do trem concorrente. Os
outros incidentes similares ocorreram em janeiro de 2025 e junho de 2023,
gerando grande repercussão nas redes sociais.
Após o caso de janeiro de 2025, a Prefeitura chegou a
anunciar publicamente que tomaria medidas firmes e não toleraria mais esse tipo
de conduta no principal ponto turístico da cidade. No entanto, os confrontos
voltaram a ocorrer neste fim de semana.
O caso deste domingo foi registrado na 110ª Delegacia de
Polícia de Teresópolis.
A expectativa é que as medidas administrativas e de
segurança anunciadas pelo Secretário sejam aplicadas já a partir da próxima
semana.
De acordo com a Secretaria Municipal de Segurança Pública,
foi instaurado um inquérito para apurar as circunstâncias do atropelamento.
"Nós fizemos a análise das imagens, abrimos um
inquérito administrativo e informamos ao secretário de Governo que é o
responsável pela feirinha para avaliar se foi um caso de briga ou só o
atropelamento, agora vamos aguarda que o secretário de Governo se posicione. Na
minha opinião, ambos deveriam ser punidos com suspensão porque isso causa uma
imagem muito ruim para a Feirinha", declarou Sérgio Mauro Louzada.
Por g1 —
Teresópolis

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