O governo federal gastou R$ 345.013,56 para trazer ao Brasil a ex-primeira-dama do Peru, Nadine Heredia, em 16 de abril de 2025, após a concessão de asilo diplomático. O transporte foi realizado pela Força Aérea Brasileira (FAB), que utilizou uma aeronave oficial para a missão. A informação foi divulgada em resposta a um requerimento do deputado Marcel van Hattem (Novo-RS).
Heredia e o ex-presidente peruano Ollanta Humala (2011-2016)
foram condenados pela Justiça do Peru a 15 anos de prisão por lavagem de
dinheiro, em um processo relacionado a recursos ilícitos provenientes da
construtora brasileira Novonor (antiga Odebrecht). Ambos negam as acusações e
podem recorrer da sentença, embora a prisão já esteja em vigor.
De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, a
decisão de conceder asilo foi baseada na Convenção de Asilo Diplomático de
Caracas (1954), da qual Brasil e Peru são signatários, e justificada por
motivos humanitários, incluindo a cirurgia recente de Heredia e a presença de
um filho menor de idade que ficaria desassistido.
O chanceler Mauro Vieira, em audiência no Senado, destacou
que se tratou de uma decisão procedimental e soberana, sem discussão sobre o
mérito do processo. Vieira ainda citou casos históricos de concessão de asilo a
líderes sul-americanos, como os ex-presidentes Raúl Cubas (Paraguai, 1999) e
Alfredo Stroessner (Paraguai, 1989), além de exemplos recentes no México e na
Espanha.
O documento obtido pelo deputado fornece detalhes da missão
da FAB, incluindo tipo de aeronave, composição da tripulação e itinerário
completo, mas revela que não houve estimativa prévia de custo antes da execução
do voo.
A decisão gerou polêmica política e repercussão na mídia,
diante do histórico da ex-primeira-dama e do valor gasto com sua transferência
ao país.
Gazeta Brasil

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