Valor da produção da silvicultura e extração vegetal fica em R$ 58 milhões no Estado | Rio das Ostras Jornal

Valor da produção da silvicultura e extração vegetal fica em R$ 58 milhões no Estado


Pesquisa sobre a Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS) 2024, divulgada nesta quinta-feira (25), mostra que os maiores valores de produção foram registrados em São Francisco do Itabapoana, Duas Barras e Conceição de Macabu

O Estado do Rio de Janeiro manteve a estabilidade no valor de produção da silvicultura e extração vegetal. Em 2024, a apuração final ficou em R$ 58.317 milhões contra R$ 58.242, em 2023. O principal produto da cifra estadual é a madeira em tora, responsável sozinha por R$ 35 milhões. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (25) pela pesquisa de Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Entre os municípios que mais lucram nesse segmento estão São Francisco de Itabapoana, Duas Barras e Conceição de Macabu.

Segundo o levantamento, além da madeira em tora (R$ 35 milhões), lenha e carvão vegetal ajudam a impulsionar o valor final de produção do Rio com R$ 21,7 milhões e R$ 1,5 milhão, respectivamente.

Do valor final apurado (R$ 58.317 milhões), São Francisco do Itabapoana possuía R$ 19,6 milhões em valor de produção, em 2024, maior do que o registrado em 2023 quando era de R$ 15 milhões. Com R$ 5,1 milhões está Duas Barras. Já com R$ 3,7 milhões vem Conceição de Macabu. Estão na lista dos maiores valores de produção os municípios de Resende (R$ 3,1 milhões), Araruama (R$ 2,7 milhões), Barra do Piraí (R$ 2,7 milhões) Silva Jardim (R$ 2,6 milhões) e Itaperuna (R$ 1,5 milhão).

O Estado produziu 434.472 mil metros cúbicos de lenha, 363.851 mil metros cúbicos de madeira em tora e 375 toneladas de carvão vegetal. Do total da madeira em tora produzido, 108.880 mil metros cúbicos foram destinados para papel e celulose.

A cidade de Duas Barras foi a que mais produziu carvão vegetal com 285 toneladasConceição de Macabu despontou na lenha com 125 mil metros cúbicos. Já São Francisco do Itabapoana com 100 mil metros cúbicos foi o que mais registrou a extração de madeira em tora para outras finalidades.

De acordo com o supervisor das Pesquisas Agropecuárias da Superintendência do IBGE no Rio de Janeiro (SES/RJ), Mauro Andreazzi, desde 2013, a PEVS passou a registrar também a área ocupada por florestas plantadas em nível municipal. “Esse tipo de cultivo tem grande relevância ambiental e econômica: contribui para a preservação das florestas nativas, ao reduzir a pressão pela exploração direta desses ecossistemas mais frágeis, e ainda garante matéria-prima renovável para diversos setores”, ressalta.

DOMÍNIO DO EUCALIPTO NA SILVICULTURA

Em 2024, a PEVS apontou que 27.655 mil hectares era a área total plantada com efetivos da silvicultura. Por espécie, o eucalipto estava em 27.449 mil hectares; o pinus em 14 hectares; e as outras espécies em 192 hectares.

Os municípios do Estado que mais plantam eucalipto são: Resende (8,4 mil hectares), São Pedro da Aldeia (1,3 mil hectares) e Santa Maria Madalena (1,1 mil hectares). O pinus está mais presente em Barra Mansa (10 hectares), bem como em Três Rios e Rio Claro, ambos com dois hectares cada. As outras culturas aparecem em 62 hectares de Rio Claro, 37 hectares de Santa Maria Madalena e 28 hectares de São Francisco do Itabapoana.

SOBRE A PEVS

A pesquisa Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS) contempla informações referentes à quantidade e ao valor da produção decorrente dos processos de exploração de florestas plantadas para fins comerciais (silvicultura), bem como da exploração dos recursos vegetais naturais (extrativismo vegetal). Também são apresentadas informações sobre as áreas ocupadas pelos efetivos da silvicultura. A PEVS constitui, dessa forma, a principal fonte de estatísticas sobre o acompanhamento sistemático da exploração dos recursos florestais em todo o território nacional.

Os dados são obtidos pelo agente de coleta do IBGE, por meio da aplicação de um questionário em cada Município do País, que caracteriza a unidade de investigação da pesquisa. Esses dados são avaliados pelas Seções de Pesquisas Agropecuárias Estaduais do IBGE e validados por um colegiado de técnicos de órgãos que atuam na área em nível estadual.

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