Presidente dos EUA, Donald Trump, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, apertam as mãos no final de uma coletiva de imprensa conjunta no Salão de Jantar de Estado da Casa Branca, em Washington, DC. ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP
Projeto ainda precisa da
aprovação do Hamas; fica estabelecido que, a partir do aval de Israel, grupo
terrorista terá 72 horas para libertar os reféns vivos e os corpos ainda sob
sua posse
O presidente dos Estados
Unidos, Donald Trump, se reuniu nesta segunda-feira (29) com
o premiê de Israel, Benjamin
Netanyahu, na Casa Branca e disse que o primeiro-ministro aceitou o
plano de paz para Gaza. “O plano que apresentamos hoje está focado em acabar
com a guerra imediatamente, resgatar todos os nossos reféns e criar condições
para a segurança israelense duradoura e o sucesso palestino”, declarou Trump em
entrevista. “Hoje é dia um dia histórico para paz”, complementou, informando
que os moradores de Gaza não serão deslocados à força e ele vai liderar um
comitê de transição, de acordo com o plano de paz para esse território
palestino.
“Apoio seu plano para pôr fim à
guerra em Gaza, que satisfaz nossos objetivos bélicos, [que] trará de volta a
Israel todos os nossos reféns, desmantelará as capacidades militares do Hamas,
colocará fim a seu governo político e garantirá que Gaza nunca volte a
representar uma ameaça para Israel”, declarou Netanyahu em coletiva de imprensa
ao lado de Trump. Ele também acrescentou que Israel “manterá sua
responsabilidade sobre a segurança” em Gaza após a guerra, se o Hamas aceitar o
plano de paz dos Estados Unidos. A Autoridade Palestina “não tem nenhum
papel” na Faixa controlada pelo Hamas, a não ser que empreenda “mudanças
radicais”, acrescentou Netanyahu, ao lado de Trump.
O plano, que Trump entregou aos
líderes árabes, foi publicado enquanto Trump se reunia com o primeiro-ministro
israelense, Benjamin Netanyahu, estabelece que, a partir do aval de Israel, o
Hamas terá 72 horas para libertar os reféns vivos e os corpos ainda sob sua
posse. Trump diz que Netanyahu “deixou clara sua oposição ao Estado Palestino”.
Avalia ainda que países que reconheceram recentemente a existência Estado
Palestino fizeram isso porque estão cansados.
Netanyahu também aproveitou o
momento para pedir desculpas ao primeiro-ministro do Catar pelos ataques aéreos
contra o Hamas no país do Golfo, durante um telefonema feito na Casa Branca,
disse uma fonte diplomática. Netanyahu lamentou a violação da soberania do
Catar e a morte de um segurança catari nos ataques de setembro, disse a fonte à
sob condição de anonimato.
JP

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