O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, divulgou nesta terça-feira (2) imagens de uma operação militar em que as forças americanas afundaram uma embarcação do grupo criminoso Tren de Aragua em águas internacionais do Caribe. A divulgação, feita em sua plataforma Truth Social, confirmou que a ação foi direcionada a membros da organização, classificada como terrorista e supostamente ligada ao governo de Nicolás Maduro.
“Esta manhã, sob minhas ordens,
as Forças Militares dos EUA realizaram um ataque cinético contra
narcoterroristas do Tren de Aragua identificados positivamente na área de
responsabilidade do Comando Sul (SOUTHCOM)”, escreveu Trump em sua postagem.
Ele enfatizou que o grupo é oficialmente designado como uma “organização
terrorista estrangeira” que opera “sob o controle de Nicolás Maduro” e é
“responsável por assassinatos em massa, narcotráfico, tráfico de pessoas e atos
de violência e terror nos Estados Unidos e em todo o hemisfério ocidental”.
Segundo a publicação de Trump, o
ataque ocorreu enquanto os integrantes do grupo transportavam narcóticos com destino
aos Estados Unidos. “O ataque resultou na morte de 11 terroristas. Nenhuma
força americana foi ferida nesta operação”, comunicou o presidente. O vídeo
divulgado mostra sequências da operação naval, embora a localização exata e os
detalhes do equipamento utilizado não tenham sido divulgados.
A ação foi elogiada por Trump,
que fez um alerta: “Que isso sirva de aviso a qualquer um que sequer pense em
trazer drogas para os Estados Unidos da América. Cuidado!”. Fontes do
Departamento de Defesa dos EUA confirmaram à agência de notícias EFE que a ação
foi um “ataque de precisão” contra uma organização “narcoterrorista” no âmbito
de uma operação antidrogas perto da Venezuela. O Secretário de Estado, Marco
Rubio, também confirmou a ação em sua conta na rede social X, reiterando
que o ataque foi “letal” e teve como alvo uma embarcação que havia saído da
Venezuela.
A operação acontece em meio a um
aumento nas tensões entre os governos de Washington e Caracas, que romperam
relações diplomáticas em 2019. O governo de Trump acusa Maduro de liderar um
cartel de drogas e já havia anunciado o desdobramento de oito navios militares
e um submarino nuclear no Mar do Caribe. Em resposta, Maduro declarou que seu
país enfrenta a “mais grande ameaça” em “cem anos” e prometeu que a Venezuela
se declararia “em armas” caso seja agredida. O líder venezuelano também
decretou um estado de alerta máximo para se defender de supostas ameaças
militares dos EUA.
Gazeta Brasil

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