Maurício Demétrio foi preso em
2021 por ligação com uma organização criminosa que cobrava propina de
comerciantes de produtos falsos e atuava dentro de delegacia
Rio – O ex-delegado Maurício
Demétrio, preso desde 2011 e condenado por obstrução de Justiça, vai receber
uma dívida no valor de R$ 517.498,31 da Polícia Civil. O valor corresponde ao
pagamento de férias e licenças-prêmio não gozadas.
A decisão foi publicada
na sexta-feira (19) passada no Diário Oficial por meio de um despacho do
delegado Felipe Curi, titular da Secretaria de Estado de Polícia Civil. Por
meio de nota, a corporação afirmou que o pagamento é um “reconhecimento do
direito de pagamento por período trabalhado” por Demétrio. O objetivo é cobrir
três meses de licença-prêmio, nove meses de férias não gozadas e três
pagamentos de terço constitucional de férias.
A Polícia Civil destacou também
que ainda não há previsão para o pagamento e que, antes de efetuá-lo, enviará
um ofício para o juiz responsável pelo processo a fim de consultá-lo sobre
eventuais impedimentos para o depósito.
Da prisão à demissão
Maurício Demétrio foi preso em
2021, na Barra da Tijuca, durante a Operação Carta de Corso, que investigava
uma organização criminosa que cobrava propina de comerciantes de produtos falsos e
atuava dentro da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade
Imaterial (DRCPIM), responsável por combater a pirataria.
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Já em janeiro de 2024, a
Justiça condenou Demétrio a quase 10 anos de prisão por
obstrução de Justiça. Sete meses depois, a Corregedoria da Polícia Civil o
indiciou por forjar, três anos antes, uma operação contra outro delegado. E em dezembro do
mesmo ano, o ex-delegado, que também responde por abuso de autoridade,
denunciação caluniosa e fraude processual, teve a demissão assinada pelo
governador Cláudio Castro (PL).
O Dia

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