O Departamento de Estado dos Estados Unidos incluiu o Brasil e a África do Sul na “Lista de Observação de Nível 2” em seu relatório anual sobre tráfico de pessoas, divulgado nesta segunda-feira (29). A classificação indica que os países precisam intensificar seus esforços no combate ao tráfico de pessoas ou podem enfrentar sanções americanas.
O relatório, publicado quase três
meses após a data prevista para entrega ao Congresso, avalia o combate ao
trabalho forçado, exploração sexual e outras formas de escravidão moderna no
mundo. Segundo o documento, embora tanto o Brasil quanto a África do Sul tenham
tomado medidas para enfrentar o problema, os esforços ainda são considerados
insuficientes pelos Estados Unidos.
A divulgação do relatório ocorre
em meio a questionamentos sobre atrasos e mudanças internas no Departamento de
Estado. Funcionários responsáveis pelo documento tiveram redução de 71% após
cortes que afetaram 1.300 cargos, segundo o subsecretário de Estado para Gestão
e Recursos, Michael Rigas, em depoimento ao Congresso em julho. Diferente de
anos anteriores, neste ano não houve representantes disponíveis para esclarecer
detalhes a jornalistas.
Nos últimos anos, medidas do
governo americano envolvendo Brasil e África do Sul têm gerado polêmica. O
ex-presidente Donald Trump impôs tarifas de 50% sobre produtos brasileiros e
acusou a África do Sul, sem apresentar provas, de perseguir a minoria branca,
lançando ainda um programa de refugiados sul-africanos brancos e aplicando
tarifas elevadas ao país.
A inclusão na lista de observação
reforça a pressão internacional para que ambos os países intensifiquem
políticas de prevenção e combate ao tráfico de pessoas, evitando potenciais consequências
econômicas e diplomáticas.
Gazeta Brasil

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