O ataque terrorista ocorrido nesta segunda-feira (8) em Jerusalém deixou seis civis mortos e mais de 20 pessoas feridas. O atentado aconteceu na parada de ônibus da interseção de Ramot, quando dois homens armados abriram fogo contra os passageiros.
As vítimas formavam um retrato da
diversidade da sociedade israelense — jovens, religiosos, líderes comunitários
e imigrantes que tiveram suas histórias interrompidas de forma trágica.
Entre os mortos está Yaakov
Pinto, de 25 anos, que havia emigrado da Espanha para Israel recentemente.
Casado há pouco tempo, vivia em Jerusalém e representava o início de uma nova
vida.
Outra vítima foi o rabino Levi
Yitzhak Pash, professor em uma yeshivá (centro de estudos da
Torá) em Jerusalém e morador de Tel Zion. Além das atividades religiosas,
também trabalhava com manutenção no centro.
Israel Mentzer, de 28 anos, e
Yosef David, de 43 anos, ambos moradores do bairro de Ramot, também perderam a
vida no ataque. David estava a caminho de seu kollel —
instituição de estudos religiosos para homens casados — quando foi atingido.
Mais tarde, outras duas vítimas
não resistiram aos ferimentos no hospital. Uma delas foi Sarah Mendelson, de 60
anos, cidadã argentina radicada em Israel desde a infância. Ela atuava como
liderança no movimento juvenil sionista religioso Bnei Akiva, onde era
responsável pelas relações com autoridades locais. De acordo com relatos,
Mendelson se dirigia ao trabalho quando foi baleada.
O sexto morto foi o rabino
Mordechai Steinsteg (também identificado como Steintzag), de 79 anos. Médico
cardiologista de formação, emigrou dos Estados Unidos para Israel em 1993.
Apesar da carreira acadêmica, tornou-se mais conhecido como fundador da padaria
“Dr. Mark’s Bakery”, em Beit Shemesh, que virou referência na comunidade.
De acordo com as autoridades
locais, pelo menos 21 pessoas ficaram feridas e foram encaminhadas para
hospitais da cidade. Os serviços de emergência forneceram cerca de 60 unidades
de sangue e componentes para os atendimentos. Outras 26 pessoas receberam
cuidados no local devido a crises de ansiedade provocadas pelo ataque.
O primeiro-ministro israelense,
Benjamin Netanyahu, e o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir,
estiveram no local do ataque e condenaram a ação.
Ataques cometidos por palestinos
contra civis israelenses na Cisjordânia ocupada e em Jerusalém Oriental —
anexada unilateralmente por Israel em 1980 — não são incomuns. No entanto,
episódios com um número tão elevado de vítimas, como o desta segunda-feira, são
mais raros.
Gazeta Brasil

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