Trump destacou que os americanos merecem esse retorno, especialmente diante do impacto econômico das medidas protecionistas. EFE/EPA/FRANCIS CHUNG / POOL
Republicano sugeriu a criação de
um programa semelhante ao Bolsa Família brasileiro, com o objetivo de compensar
os efeitos indiretos das tarifas
O presidente dos Estados
Unidos, Donald Trump, anunciou recentemente a possibilidade
de redistribuir parte das receitas obtidas com tarifas impostas a países como
China, Índia, México e Brasil para americanos de baixa e média renda. Durante
um evento em Ohio, Trump sugeriu a criação de um programa semelhante ao Bolsa
Família brasileiro, com o objetivo de compensar os efeitos indiretos das tarifas,
como o aumento dos preços de produtos importados. Ele destacou que os
americanos merecem esse retorno, especialmente diante do impacto econômico das
medidas protecionistas que têm elevado tarifas sobre itens estratégicos.
As tarifas, que já geraram mais
de 90 bilhões de dólares em arrecadação nos primeiros sete meses de 2025, têm
afetado principalmente China e Brasil. Especialistas em política comercial
consideram a redistribuição desses valores uma medida inusitada, que exigiria
aprovação do Congresso, atualmente dividido entre republicanos e democratas.
Analistas veem na proposta um viés eleitoral, com Trump buscando conquistar o
eleitorado operário dos estados do Rust Belt, afetados pela inflação e perda de
competitividade industrial. No entanto, a Casa Branca ainda não apresentou
detalhes técnicos sobre o mecanismo de distribuição, que permanece como uma
ideia sem cronograma ou definição jurídica.
A proposta de Trump gerou
críticas e foi vista como uma medida populista. Comentaristas apontam que, em
vez de prometer redistribuir as receitas tarifárias, o presidente deveria focar
em negociar as tarifas para evitar os efeitos negativos na população americana.
A falta de planejamento e organização na proposta foi destacada, com
comparações ao Bolsa Família brasileiro, que enfrenta críticas por ser uma
solução paliativa em vez de estrutural. A expectativa é que a proposta de
Trump, ainda sem formalização, seja vista como uma tentativa de acalmar a
opinião pública e melhorar sua popularidade em meio a um cenário econômico
desafiador.
JP

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