Lula, acompanhado de ministros e assessores, participa da inauguração da fábrica de hemoderivados da Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás), em Goiana (PE). Genival Fernandes Vieira/Uai Foto
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
afirmou nesta quinta-feira (14) que o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP)
está “traindo o país” e defendeu que parlamentares peçam a cassação do mandato
dele. Segundo Lula, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro foi aos Estados
Unidos “instigar os americanos contra o Brasil”. “Essa é a verdadeira traição
da pátria. Não dá para a gente ficar quieto”, disse o presidente, durante a
inauguração da fábrica de hemoderivados da Hemobrás, em Goiana, Zona da Mata
Norte de Pernambuco. O comentário foi dirigido ao líder do PSB na Câmara, Pedro
Campos (PE). “Vocês [deputados] têm que pedir a cassação dele.”
Lula também criticou o tarifaço imposto pelo
presidente norte-americano, Donald Trump, sobre produtos brasileiros,
classificando a medida como “insensatez” e destacando a longa relação
diplomática entre os dois países. “Somos parceiros deles há 200 anos”, afirmou.
O presidente rebateu ainda declarações de Trump de que Jair Bolsonaro estaria
sendo perseguido no Brasil e que o país não respeita os direitos humanos. O
petista disse que o ex-presidente é julgado por tentativa de golpe, suposta
trama para assassiná-lo, além de outros atos durante o mandato.
Além disso, o atual mandatário do Brasil
responsabilizou Bolsonaro por pelo menos 300 mil mortes na pandemia de
Covid-19, acusando-o de recomendar medicamentos ineficazes e de espalhar
desinformação sobre vacinas. “Ele deveria ser julgado em um tribunal
internacional pela quantidade de mortes da Covid que tem responsabilidade.
Dizia que quem tomava vacina virava gay, virava jacaré”, declarou, recebendo
aplausos da plateia.
No discurso, Lula afirmou que o Brasil não
ficará “chorando” diante das tarifas norte-americanas, nem “rastejando” para
vender seus produtos. Também prometeu a criação da Universidade do Esporte e da
Universidade Indígena e defendeu que um país soberano garanta segurança
alimentar e saúde à população.
A fábrica inaugurada nesta quinta-feira recebeu investimento de R$ 1,9 bilhão e será responsável por produzir medicamentos de alto custo a partir do plasma humano, como albumina, imunoglobulina e fatores de coagulação usados no tratamento de queimados, hemofilias e doenças raras. A previsão é alcançar, em quatro anos, a produção de 500 mil litros de plasma fracionado por ano e seis tipos de medicamentos.
JP

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