Ex-presidente acredita que Luiz
Eduardo Baptista não prioriza o projeto
Rio - O ex-presidente do
Flamengo, Rodolfo Landim, afirmou que a mudança na presidência do clube carioca
freou o planejamento do Rubro-Negro de ter um estádio. De acordo com o
ex-mandatário, a pauta foi um assunto que pesou para ele declarar o apoio
a Rodrigo Dunshee na eleição do ano passado. Luiz Eduardo Baptista acabou
sendo vencedor no pleito do clube carioca. Landim vê risco do clube carioca
perder o terreno do Gasômetro, que foi desapropriado pela Prefeitura do Rio
para a construção da "Nova Casa Rubro-Negra".
"Sabia que isso (estádio)
não iria sair, foi uma das grandes razões pelas quais, minha escolha pessoal de
candidato foi outra. Absoluta certeza (que o estádio não iria sair com o Bap).
(Diretoria) tem nenhum (interesse no estádio). Ele (Bap) vai dizer que não, vão
criar todos os tipos de desculpas para provar ao contrário", disse em
participação no Penido's Podcast, da "SuperRádio Tupi".
No ano passado, o Flamengo e a
Prefeitura do Rio iniciaram negociações para que o terreno do Gasômetro se
tornasse posse do clube carioca para a construção de um estádio.
Landim disse que o projeto só não foi encerrado porque Eduardo Paes tem
sido paciente com a atual diretoria do clube carioca.
"É matar o projeto (do
estádio). Se não seguir adiante, prefeito não vai levar a lei para aprovação e
vai ter que negociar com a Caixa para levantar o dinheiro e devolver o terreno
para a Caixa. Tem um risco enorme, não é pequeno. Só não aconteceu porque o
prefeito é paciente. Basta o prefeito falar 'cansei'", opinou.
Durante a participação do
Flamengo no Mundial de Clubes, Bap deixou claro que não tem pressa para a
construção de um estádio para o clube carioca.
"Não tem nada a ver uma
coisa com a outra [premiações esportivas com a construção do estádio próprio].
O projeto do estádio é para 50 anos, e tem que funcionar daqui a cinco, daqui a
10, daqui 15 e daqui a 20 anos. A minha promessa é a seguinte: eu jamais faço
nada na minha vida que seja baseada em emoção. Todas as decisões importantes na
minha vida que eu baseei em emoções, eu fiz coisa errada. Se a gente não tiver
certeza absoluta que isso não empurra o Flamengo para virar uma SAF ou que isso
vai comprometer a performance esportiva do Flamengo, não vou fazer o
estádio", afirmou.
O atual presidente citou que
o Rubro-Negro viveu processos longos para estruturações em outras áreas. Com
isso, a construção de um estádio não deveria ocorrer rapidamente.
"O estádio é importante, é um sonho, mas esperamos anos pelo centro de
treinamento, demoramos mais de 20 anos para fazer. Eu tenho o Maracanã por 19
anos. Então, tenho 19 anos para fazer isso. Temos que ganhar muita coisa ainda,
ganhar dia sim e outro também, abastecer o nosso caixa. Quando tiver mais
dinheiro em caixa e mais clareza sobre os projetos, a gente vai tomar uma
decisão", pontuou.
Atual camisa 10 do Santos, Neymar
teve seu nome ventilado ao Flamengo durante a gestão de Rodolfo Landim. O
ex-presidente afirmou que a contratação não foi feita pelo clube carioca, por
não haver a possibilidade financeira naquele momento.
"O Flamengo não contratou
naquele momento porque não havia condições. O Neymar ganhava o equivalente a
todo o orçamento do futebol do clube. Jogadores e comissão técnica juntos. Era
impossível", explicou o ex-mantatário.
O ex-presidente do Flamengo
abordou outros temas e relembrou a contratação de Arrascaeta, junto ao
Cruzeiro. Na opinião de Landim, o uruguaio poderia estar atuando em grandes
clubes do futebol europeu se tivesse um intensidade maior.
"Eu vi esse cara ganhar a
Copa do Brasil contra o Flamengo, e na Libertadores. Ele tirou campeonatos da
gente. Eu falei assim: ‘Eu quero esse cara aqui’. Esse cara eu tenho o direito
de errar. Errar uma. Eu prometo que não falo mais nada, mas esse cara eu vou
trazer. Ele é gênio. “As pessoas falam sobre a intensidade da Europa, que
é muito maior. Meu irmão, se ele tivesse a intensidade de um desses corredores,
ele estaria jogando no Real Madrid, não no Flamengo. Você tá maluco? O
Arrascaeta é gênio", opinou.
Por fim, o ex-dirigente também
abordou Rodrigo Caio, que defendeu o Flamengo como zagueiro e atualmente é
auxiliar permanente do clube carioca. Landim exaltou a qualidade do defensor,
que enfrentou várias lesões no Rubro-Negro.
"O Rodrigo Caio foi uma
oportunidade de negócio porque ele não estava bem no São Paulo. É um jogador
brilhante e um cara sensacional. Profissional com ‘P’ maiúsculo. Ele está na
minha seleção de todos os tempos do Flamengo, pelo profissional e o homem que
é. É um cara completamente fora de série e foi muito importante",
concluiu.
O Dia

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