O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (7) a imposição de tarifas que variam entre 25% e 45% para mais de dez países, com entrada em vigor prevista para 1º de agosto. A medida foi comunicada em cartas publicadas na rede social Truth Social e endereçadas aos líderes dessas nações. Trump justificou a decisão citando persistentes desequilíbrios comerciais e afirmou que as novas taxas serão aplicadas caso não haja um acordo comercial antes do fim do mês.
Nas correspondências, Trump
alertou os governos para que não respondam aumentando suas próprias tarifas
sobre produtos americanos. “Se por alguma razão decidirem aumentar seus
aranceles, então, qualquer número que escolherem para aumentá-los se somará ao
25% que cobramos”, escreveu o presidente.
Além de Japão (25%) e Coreia do
Sul (25%), Trump anunciou que as importações da Malásia serão taxadas em 25%;
Mianmar e Laos em 40%; África do Sul em 30%; e Cazaquistão em 25%. Outros
países afetados incluem Tunísia (25%), Bósnia e Herzegovina (30%), Bangladesh
(35%), Indonésia (32%), Sérvia (35%), Tailândia (36%) e Camboja (36%).
“Emergência Econômica” e Impacto
no Mercado
O início da cobrança dessas
tarifas marca uma nova fase na política comercial americana. Autoridades do
governo explicaram que Trump declarou uma emergência econômica para impor
unilateralmente esses tributos, apresentados como solução para déficits
comerciais passados. O Departamento do Censo dos EUA reportou que, em 2024, o
déficit comercial americano atingiu US$ 69,4 bilhões com o Japão e US$ 66
bilhões com a Coreia do Sul.
O anúncio provocou efeitos
imediatos nos mercados financeiros. O índice bursátil S&P 500 caiu cerca de
1% na segunda-feira, enquanto a taxa dos títulos do Tesouro americano de 10
anos subiu para 4,39%, um indicativo de possíveis aumentos nas taxas de juros
de hipotecas e empréstimos automotivos.
Trump explicou que a receita
arrecadada com as tarifas ajudará a financiar os cortes de impostos aprovados
em 4 de julho. Ele também pediu a grandes varejistas, como o Walmart, que
absorvam os custos elevados em vez de repassá-los aos consumidores, com o
objetivo de evitar uma escalada inflacionária.
As cartas do presidente também
detalham que os automóveis importados serão taxados separadamente com a taxa
padrão de 25% globalmente, enquanto aço e alumínio estarão sujeitos a um
arancel de 50%. Os demais bens japoneses e sul-coreanos não cobertos por
tarifas setoriais específicas ficarão sujeitos ao novo imposto geral de 25%.
O período de negociação de 90
dias, anunciado anteriormente por Trump e sua equipe, termina esta semana,
embora a administração contemple uma extensão de três semanas para permitir
negociações adicionais antes da entrada em vigor das tarifas. Até agora, apenas
dois novos acordos comerciais resultaram das gestões do presidente: um com o
Vietnã, para excluir bens chineses redirecionados através daquele país, e outro
com o Reino Unido, onde certos produtos ficarão isentos das tarifas mais altas.
Trump comunicou que as tarifas
podem variar “ao alça ou a la baja, dependiendo de nuestra relación con su
país”, abrindo a possibilidade de ajustes conforme as conversas com Japão e
Coreia do Sul evoluam.
Com informações da AP

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